⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve tomar Diclofenac durante a gravidez a não ser que seja absolutamente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deverá amamentar se estiver a tomar Diclofenac, pois poderá prejudicar a sua criança.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver AINEs.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver AINEs.
Condução
Condução:
Em casos raros doentes a tomar Diclofenac podem sentir alguns efeitos como tonturas, sonolência ou perturbações da visão. Se sentir algum destes efeitos não deve conduzir veículos, utilizar máquinas ou executar quaisquer tarefas que requeiram uma atenção especial.
Têm sido notificados com todos os AINE, incluindo o diclofenac, casos de hemorragias gastrointestinais, ulceração ou perfuração gastrointestinais potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves.
Estas ocorrências têm geralmente consequências mais graves no idoso.
Se ocorrerem hemorragias gastrointestinais ou ulceração em doentes tratados com Diclofenac, o medicamento deverá ser interrompido.
Têm sido notificadas, muito raramente, reações cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite esfoliativa, sindroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, em associação com a utilização de AINE, incluindo Diclofenac.
Aparentemente, o maior risco de aparecimento destas reações encontra-se no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações se manifestam durante o primeiro mês de tratamento.
Diclofenac deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash cutâneo, lesões mucosas ou outras manifestações de hipersensibilidade.
Tal como com outros AINE, as reações alérgicas, incluindo reações anafilácticas/anafilactóides, podem também ocorrer com diclofenac em casos raros, sem exposição prévia ao fármaco.
Tal como com outros AINE, Diclofenac poderá mascarar os sinais e sintomas de infeção devido às suas propriedades farmacodinâmicas.
Precauções:
Gerais: A administração concomitante de Diclofenac com AINE sistémicos, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada devido à ausência de evidências que demonstrem benefícios de sinergias e o potencial de efeitos indesejáveis adicionais.
Por questões médicas, recomenda-se precaução no tratamento dos doentes idosos.
Recomenda-se, em particular, a utilização da dose mínima eficaz nos doentes idosos fragilizados ou que apresentem um peso corporal reduzido.
Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor tempo necessário para controlar os sintomas.
Asma pré-existente: As reações a AINE como exacerbações asmáticas (chamadas intolerância a analgésicos/analgésicos-asma), edema de Quincke ou urticária são mais frequentes em doentes com asma, rinite alérgica sazonal, inflamação da mucosa nasal (i.e. pólipos nasais), doenças pulmonares obstrutivas crónicas ou infeções crónicas do tracto respiratório (especialmente se ligadas a sintomas similares a rinite alérgica) do que noutros doentes.
Assim, é recomendada precaução especial nestes doentes (medidas de emergência).
Isto é aplicável também para doentes que são alérgicos a outras substâncias, como por exemplo reações cutâneas, prurido ou urticária.
Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares: Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento com AINE, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e aconselhados.
Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de diclofenac, em particular de doses elevadas (150 mg diários) e durante longos períodos de tempo poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou AVC).
Os doentes com fatores de risco significativos para eventos cardiovasculares (ex: hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, fumadores) apenas devem ser tratados com diclofenac após cuidadosa avaliação.
Como os riscos cardiovasculares do diclofenac podem aumentar com a dose e duração da exposição, deve ser usada a menor dose diária eficaz, durante o mais
curto período de tempo.
As necessidades do doente para alívio sintomático e a resposta à terapêutica devem ser reavaliadas periodicamente.
Efeitos gastrointestinais: Tal como em todos os AINE, incluindo o diclofenac, a monitorização médica cuidadosa é imperativa e deve ter-se particular cuidado quando se prescreve Diclofenac a doentes com sintomas indicativos de perturbações gastrointestinais (GI) ou com história sugestiva de ulceração gástrica ou intestinal, hemorragia ou perfuração.
O risco de hemorragia gastrointestinal é mais elevado com doses mais elevadas de AINE, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos.
Para reduzir o risco de toxicidade gastrointestinal em doentes com histórial de úlcera, particularmente se complicada com hemorragia ou perfuração, e nos idosos, o tratamento deve ser iniciado e mantido com a menor dose eficaz.
A co-administração de agentes protetores (p.ex. inibidores da bomba de protões ou misoprostol) deve ser considerada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicilico (AAS) em doses baixas ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar o risco de eventos gastrointestinais.
Os doentes com historial de toxicidade gastrointestinal, particularmente os idosos, devem ser instruídos no sentido de reportar qualquer sintoma abdominal pouco usual (especialmente hemorragias gastrointestinais), sobretudo nas fases iniciais do tratamento.
É recomendada precaução em doentes que estejam a fazer medicação concomitante que possa aumentar o risco de ulceração ou hemorragia, tais como corticosteróides sistémicos, anticoagulantes, agentes antiagregantes plaquetários ou inibidores seletivos da recaptação da serotonina.
Deve ser exercida precaução e uma vigilância médica cuidadosa em doentes com colite ulcerosa ou com doença de Crohn pois as suas condições poderão ser exacerbadas.
Efeitos hepáticos: É necessária uma vigilância médica cuidadosa aquando da prescrição de Diclofenac a doentes com insuficiência hepática pois a sua condição pode ser exacerbada.
Tal como com quaisquer outros AINE, incluindo o diclofenac, poderão ocorrer aumentos dos níveis de uma ou mais enzimas hepáticas.
Durante um tratamento prolongado com Diclofenac, está indicada a monitorização regular da função hepática, como medida de precaução.
Caso se registe persistência, ou agravamento, das anomalias dos testes da função hepática, desenvolvimento de sinais ou sintomas clínicos consistentes com o desenvolvimento de doença hepática, ou ocorrência de quaisquer outras manifestações (por exemplo eosinofilia, exantema, etc), o tratamento com Diclofenacdeve ser interrompido.
Pode ocorrer hepatite sem quaisquer sintomas prodrómicos com o uso do diclofenac.
Recomenda-se precaução no uso de Diclofenac em doentes com porfíria hepática, visto que este medicamento pode desencadear uma crise.
Efeitos renais: Devido a casos relatados de edema ou retenção de fluídos em associação com a terapêutica de AINE, incluindo o diclofenac, deve ser exercida precaução em doentes com insuficiência cardíaca ou renal, historial de hipertensão, nos idosos, nos doentes a receber tratamento concomitante com diuréticos ou medicamentos que possam alterar significativamente a função renal, bem como naqueles doentes que apresentam uma deplecção substancial do volume extracelular independentemente da causa, por exemplo, na fase peri- ou pós-operatória de intervenções cirúrgicas major.
A monitorização da função renal como medida de precaução está assim recomendada quando Diclofenac é utilizado em tais casos.
Normalmente, a interrupção da terapêutica é seguida de uma recuperação para o estado pré-tratamento.
Efeitos hematológicos: A utilização deste medicamento é apenas recomendada para tratamento de curta duração.
Se, contudo, for utilizado durante um período mais prolongado, recomenda-se, tal como com outros AINEs, efectuar monitorização sanguínea.
Tal como outros AINE, Diclofenac poderá inibir, temporariamente, a agregação plaquetária.
Os doentes com deficiências da hemostase devem ser cuidadosamente monitorizados.