⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Como medida preventiva, é preferível evitar a utilização de Ciprofloxacina durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A Ciprofloxacina não deve ser utilizada durante a amamentação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Quinolonas.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose em 25 a 50% na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
Devido aos seus efeitos neurológicos, a Ciprofloxacina pode afectar os tempos de reacção. Assim, a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas pode ficar comprometida.
Infeções graves e infeções mistas com agentes patogénicos Gram-positivos e anaeróbicos
A Ciprofloxacina em monoterapia não é adequada para tratamento de infeções graves e infeções que possam ser devidas a agentes patogénicos Gram-positivos ou anaeróbicos.
Nessas infeções, a Ciprofloxacina tem de ser co-administrada com outros agentes antibaterianos apropriados.
Infeções estreptocócicas (incluindo Streptococcus pneumoniae)
Não se recomenda a Ciprofloxacina para o tratamento de infeções estreptocócicas devidas a eficácia inadequada.
Infeções do tracto genital
Orqui-epididimite e doenças inflamatórias pélvicas podem ser causadas por Neisseria gonorrhoeae resistente a fluoroquinolonas.
A Ciprofloxacina deve ser co-administrada com outro agente antibateriano apropriado, a não ser que se possa excluir a Neisseria gonorrhoeae resistente a Ciprofloxacina.
Se não ocorrer melhoria clínica após 3 dias de tratamento, a terapêutica deve ser reconsiderada.
Infeções intra-abdominais
Há dados limitados sobre a eficácia de Ciprofloxacina no tratamento de infeções intra-abdominais pós-cirúrgicas.
Diarreia do viajante
A escolha de Ciprofloxacina deve ter em linha de conta informação sobre resistência à Ciprofloxacina em agentes patogénicos relevantes, nos países visitados.
Infeções dos ossos e articulações
A Ciprofloxacina deve ser usada em combinação com outros agentes antimicrobianos, dependendo dos resultados da documentacção microbiológica.
Antraz por inalação
A utilização no Homem é baseada nos dados de sensibilidade in vitro e nos dados experimentais em animais conjuntamente com dados limitados em humanos.
Os clínicos devem seguir os documentos consensuais nacionais e/ou internacionais, referentes ao tratamento do antraz.
Crianças e adolescentes
A utilização de Ciprofloxacina em crianças e adolescentes deve seguir as orientações oficiais.
O tratamento com Ciprofloxacina apenas deve ser iniciado por médicos com experiência no tratamento de fibrose quística e/ou infeções graves em crianças e adolescentes.
Foi demonstrado que a Ciprofloxacina provoca artropatia nas articulações de suporte de peso em animais imaturos.
Dados de segurança de um estudo aleatório, duplamente cego, sobre o uso de Ciprofloxacina em crianças (Ciprofloxacina: n=335; idade média = 6,3 anos; comparadores: n=349, idade média = 6,2 anos; intervalo de idades = 1 a 17 anos) revelou, no Dia +42, uma incidência de artropatia suspeita de estar relacionada com o fármaco (diferenciada a partir de sinais e sintomas clínicos relacionados com as articulações) de 7,2% e 4,6%.
A incidência de artropatia relacionada com o fármaco após 1 ano de follow-up foi de 9,0% e 5,7%, respetivamente.
O aumento, ao longo do tempo, de casos de artropatia suspeita de estar relacionada com o fármaco não foi estatisticamente significativo entre os grupos.
O tratamento deve ser iniciado somente após uma criteriosa avaliação benefício/risco, devido a possíveis efeitos adversos associados às articulações e/ou tecidos adjacentes.
Infeções broncopulmonares na fibrose quística
Os ensaios clínicos incluíram crianças e adolescentes entre os 5-17 anos.
A experiência no tratamento de crianças entre 1 e 5 anos de idade é mais limitada.
Infeções complicadas do tracto urinário e pielonefrite
Deve considerar-se o tratamento com Ciprofloxacina de infeções do tracto urinário quando outros tratamentos não possam ser usados, e deve ser fundamentado em resultados da documentação microbiológica.
Os ensaios clínicos incluíram crianças e adolescentes entre os 1-17 anos.
Outras infeções graves específicas
Outras infeções graves de acordo com as orientações oficiais, ou após cuidadosa avaliação do benefício-risco quando outros tratamentos não possam ser usados, ou após falha da terapêutica convencional e quando a documentação microbiológica possa justificar a utilização de Ciprofloxacina.
A utilização de Ciprofloxacina para outras infeções graves específicas que não as supramencionadas não foi avaliada em ensaios clínicos e a experiência clínica é limitada.
Consequentemente, aconselha-se precaução no tratamento de doentes com estas infeções.
Hipersensibilidade
Podem ocorrer reações alérgicas ou de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia e reações anafilatóides, após uma dose única e podem ser ameaçadoras da vida.
Se tais reações ocorrerem, a Ciprofloxacina deve ser descontinuada e é requerido um tratamento médico adequado
Sistema Musculosquelético
A Ciprofloxacina não deve, de uma forma geral, ser utilizada em doentes com antecedentes de doença/alteração dos tendões relacionada com o tratamento com quinolonas.
Ainda assim, em circunstâncias muito raras, após documentação microbiológica do organismo causador e avaliação da relação risco/benefício, a Ciprofloxacina pode ser prescrita a estes doentes para o tratamento de determinadas infeções graves, particularmente no caso de falha da terapêutica padrão ou resistência bateriana, quando os dados microbiológicos possam justificar a utilização de Ciprofloxacina.
Pode ocorrer tendinite e ruptura dos tendões (especialmente do tendão de Aquiles), por vezes bilateral, com Ciprofloxacina, logo nas primeiras 48 horas de tratamento.
O risco de tendinopatia pode ser aumentado em doentes idosos ou em doentes sob terapia concomitante com corticosteróides.
Se surgir qualquer sinal de tendinite (ex.edema doloroso, inflamação), o tratamento com Ciprofloxacina deve ser interrompido.
Deve ter-se o cuidado de manter o membro afetado em repouso.
A Ciprofloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com miastenia gravis.
Fotossensibilidade
A Ciprofloxacina demonstrou causar reações de fotossensibilidade.
Os doentes a tomar Ciprofloxacina devem ser aconselhados a evitar a exposição directa à luz solar excessiva ou radiação UV durante o tratamento.
Sistema Nervoso Central
Sabe-se que as quinolonas desencadeiam convulsões ou diminuem o limiar das convulsões.
A Ciprofloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com perturbações do SNC que possam ter predisposição para convulsões.
Caso ocorram convulsões, a Ciprofloxacina deve ser interrompida.
Podem ocorrer reações psiquiátricas após a primeira administração de Ciprofloxacina.
Em casos raros, a depressão ou psicose podem progredir para comportamentos auto-destrutivos. Nestes casos, a Ciprofloxacina deve ser interrompida.
Foram relatados casos de polineuropatia (baseado em sintomas neurológicos tais como dor, queimadura, perturbações sensoriais ou fraqueza muscular, isolados ou em combinação) em doentes a receberem Ciprofloxacina.
A Ciprofloxacina deve ser descontinuada em doentes que experimentem sintomas de neuropatia, incluindo dor, queimadura, formigueiro, entorpecimento, e/ou fraqueza, de forma a prevenir o desenvolvimento de uma situação irreversível.
Perturbações cardíacas
Uma vez que a Ciprofloxacina está associada com casos de prolongamento QT, deve exercer-se precaução aquando do tratamento de doentes em risco para arritmia torsades de pointes.
Sistema Gastrointestinal
A ocorrência de diarreia grave e persistente durante ou após o tratamento (incluindo várias semanas após o tratamento) pode indicar uma colite associada a antibióticos (com perigo de vida e possível desfecho fatal), requerendo tratamento imediato.
Em tais casos, a Ciprofloxacina deve ser imediatamente interrompida e iniciar-se uma terapêutica adequada.
Os medicamentos antiperistálticos estão contraindicados nesta situação.
Sistemas renal e urinário
Foi notificada cristalúria relacionada com a utilização de Ciprofloxacina.
Os doentes a receberem Ciprofloxacina devem ser bem hidratados e deve-se evitar a excessiva alcalinidade da urina.
Sistema hepatobiliar
Foram notificados casos de necrose hepática e falência hepática com perigo de vida, com Ciprofloxacina.
Na eventualidade de quaisquer sinais e sintomas de doença hepática (tais como anorexia, iterícia, urina escura, prurido ou dor abdominal), o tratamento deve ser interrompido.
Deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase
Foram relatadas reações hemolíticas com Ciprofloxacina em doentes com deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase.
A utilização de Ciprofloxacina deve ser evitada nestes doentes a não ser que o potencial benefício seja superior ao possível risco.
Neste caso, a potencial ocorrência de hemólise deve ser monitorizada.
Resistência
Durante ou após o tratamento com Ciprofloxacina, as batérias que demonstram resistência à Ciprofloxacina podem ser isoladas, com ou sem uma super-infeção clinicamente aparente.
Pode existir um risco particular de seleccionar batérias resistentes à Ciprofloxacina durante tratamentos de longa duração e aquando do tratamento de infeções nosocomiais e/ou infeções causadas por espécies de Staphylococcus e Pseudomonas.
Citocromo P450
A Ciprofloxacina inibe o CYP1A2, pelo que pode aumentar as concentrações séricas de substâncias metabolizadas por esta enzima, administradas concomitantemente (ex. teofilina, clozapina, ropinirol, tizanidina).
A co-administração de Ciprofloxacina e tizanidina está contraindicada.
Assim, os doentes que estejam a tomar estas substâncias concomitantemente com Ciprofloxacina devem ser monitorizados de perto para detecção de sinais clínicos de sobredosagem, e pode ser necessário proceder à determinação das concentrações séricas (ex. de teofilina).
Metotrexato
A utilização concomitante de Ciprofloxacina com metotrexato não é recomendada
Interação com testes
A atividade in-vitro da Ciprofloxacina contra o Mycobaterium tuberculosis pode originar resultados laboratoriais bateriológicos falsos negativos em amostras de doentes correntemente a tomarem Ciprofloxacina.
Não tome Ciprofloxacina conjuntamente com tizanidina, porque tal pode causar efeitos secundários tais como baixa pressão arterial e sonolência.
Sabe-se que os seguintes medicamentos interagem com Ciprofloxacina no seu organismo. Tomar Ciprofloxacina conjuntamente com estes medicamentos pode influenciar o efeito terapêutico desses medicamentos.
Também pode aumentar a probabilidade de ocorrerem efeitos secundários.
Informe o Médico se estiver a tomar:
– varfarina ou outros anticoagulantes orais (para diluir o sangue)
– probenecide (para a gota)
– metotrexato (para certos tipos de cancro, psoríase, artrite reumatóide)
– teofilina (para problemas respiratórios)
– tizanidina (para espasticidade muscular na esclerose múltipla)
– clozapina (um antipsicótico)
– ropinirol (para a doença de Parkinson)
– fenitoína (para a epilepsia).
A Ciprofloxacina pode aumentar os níveis dos seguintes medicamentos no
seu sangue:
– pentoxifilina (para problemas circulatórios)
– cafeína.
Alguns medicamentos reduzem o efeito da Ciprofloxacina.
Informe o Médico se toma ou pensa tomar:
– antiácidos
– suplementos minerais
– sucralfato
– um quelante de fósforo polimérico (ex. sevelamer).
– medicamentos ou suplementos contendo cálcio, magnésio, alumínio ou ferro.
Se estes produtos são essenciais, tome Ciprofloxacina cerca de duas horas antes, ou pelo menos quatro horas depois de os tomar.