⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A nelarabina não deve ser utilizada durante a gravidez a menos que seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação deverá ser descontinuada.
Condução
Condução:
Os doentes deverão ser alertados de que a sonolência poderá afectar o desempenho de tarefas de destreza, tais como conduzir.
Foram notificadas reações neurológicas graves com a utilização da nelarabina.
Estas reações incluem estado mental alterado incluindo sonolência grave, efeitos no sistema nervoso central incluindo convulsões, e neuropatia periférica, desde dormência e parestesias a fraqueza motora e paralesia.
Foram também notificadas reações associados a desmielinização e neuropatias periféricas ascendentes semelhantes em aparência ao Síndrome de Guillain-Barré.
A total recuperação destas reações nem sempre ocorreu com a cessação do tratamento com nelarabina.
Assim, recomenda-se vivamente a monitorização cuidadosa das reações neurológicas, devendo interromper-se a administração da nelarabina ao primeiro sinal de reações neurológicas de grau ≥ a 2, do NCI CTCAE.
A neurotoxicidade é a toxicidade limitante da dose da nelarabina.
Recomenda-se a monitorização dos doentes em tratamento com nelarabina quanto a sinais e sintomas de toxicidade neurológica.
Os sinais e sintomas frequentes relacionados com a neurotoxicidade da nelarabina incluem sonolência, confusão, convulsões, ataxia, parestesias e hipoestesia.
A toxicidade neurológica grave pode manifestar-se como coma, estado de mal epiléptico, desmielinização, ou neuropatia ascendente semelhante em aparência ao Síndrome de Guillain-Barré.
Os doentes tratados anteriormente ou concomitantemente com quimioterapia intratecal ou sujeitos a irradiação crânio-espinal prévia têm um potencial aumento do risco de efeitos adversos neurológicos, pelo que não se recomenda a terapêutica intratecal e/ou irradiação crânio-espinal concomitante.
A imunização por vacinas com organismos vivos tem potencial infecioso em hospedeiros imunocomprometidos.
Assim, não se recomenda a imunização por vacinas com organismos vivos.
Têm sido associadas leucopenia, trombocitopenia, anemia e neutropenia (incluindo neutropenia febril) à terapêutica com nelarabina.
Deverá monitorizar-se regularmente o hemograma completo incluindo plaquetas.
Recomenda-se que os doentes em tratamento com nelarabina sejam hidratados por via intravenosa, de acordo com a prática médica padrão para o tratamento de hiperuricemia em doentes com risco de síndrome de lise tumoral.
Deverá considerar-se a utilização de alopurinol em doentes em risco de hiperuricemia.
Os estudos clínicos de nelarabina não incluíram um número suficiente de doentes com idade ≥65 anos, de forma a determinar se estes respondem de forma diferente dos doentes mais jovens.
Numa análise exploratória, a idade avançada, especialmente ≥65 anos, parece estar associada a um aumento da taxa de efeitos adversos neurológicos.
Não foram efectuados testes de carcinogenicidade à nelarabina.
No entanto, é conhecida a genotoxicidade da nelarabina para as células dos mamíferos.