⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Alprazolam não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que a condição clínica da mulher requeira tratamento com Alprazolam.
Aleitamento
Aleitamento:
A administração de Alprazolam durante a amamentação não é recomendada.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Benzodiazepinas.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Ansiolíticos e Hipnóticos.
Condução
Condução:
Sedação, amnésia, concentração alterada e função muscular alterada podem afectar negativamente a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas.
Crianças e Adolescentes:
A segurança e a eficácia do Alprazolam em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não foram estabelecidas; portanto, a utilização de alprazolam nestes doentes não é recomendada.
As benzodiazepinas não devem ser administradas a crianças sem uma avaliação cuidadosa da necessidade de instituir a terapêutica, a duração do tratamento deve ser a mínima possível.
Doentes idosos e/ou debilitados:
Recomenda-se que o princípio geral de utilizar a dose mínima eficaz seja seguido em doentes idosos e/ou debilitados para impedir o desenvolvimento de ataxia ou hipersedação.
Doentes com insuficiência respiratória:
Uma dose mais baixa é também recomendada para os doentes com insuficiência respiratória crónica, devido ao risco de depressão respiratória.
Doentes com insuficiência da função hepática/renal
Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com função renal insuficiente ou insuficiência hepática ligeira a moderada.
As benzodiazepinas não estão indicadas no tratamento de doentes com insuficiência hepática grave, uma vez que podem desencadear encefalopatia.
Ao administrar Alprazolam a insuficientes renais devem tomar-se as precauções habituais.
Doentes com depressão:
Em doentes com depressão major ou ansiedade associada à depressão, as benzodiazepinas e os fármacos do tipo benzodiazepina não devem ser utilizados isoladamente para tratar depressão, pois podem precipitar ou aumentar o risco de suicídio. Portanto, o alprazolam deve ser utilizado com precaução e o tempo de prescrição deve ser limitado em doentes com sinais e sintomas de uma perturbação depressiva ou tendências suicidas.
Não foi testada a utilização de Alprazolam em situações de depressão com componente psicótico, com diagnóstico de depressão bipolar ou na depressão "endógena" (ou seja, doentes hospitalizados por depressão grave). As benzodiazepinas não estão recomendadas no tratamento de 1ª linha da doença psicótica.
Doentes com perturbação de pânico:
As perturbações relacionadas com pânico têm sido associadas a estados depressivos primários e secundários “major” e ao aumento do registo de suicídios em doentes não tratados. Portanto, devem tornar-se as mesmas precauções ao utilizar as doses de Alprazolam mais elevadas para tratamento de doentes com perturbações relacionadas com pânico, tal como sob qualquer terapêutica com psicotrópicos no tratamento de doentes deprimidos ou nos que manifestem tendências ou planos suicidas.
Dependência de álcool/drogas:
As benzodiazepinas devem ser utilizadas com extrema precaução em doentes com histórico de abuso de álcool ou drogas.
Dependência:
O uso de benzodiazepinas pode levar ao desenvolvimento de dependência física e psíquica destes medicamentos. O risco de dependência aumenta com a dose e com a duração do tratamento; é também maior nos doentes com antecedentes de alcoolismo ou de toxicodependência. A dependência pode ocorrer em doses terapêuticas e/ou em doentes sem qualquer fator de risco individualizado. Existe um risco maior de dependência com a utilização combinada de várias benzodiazepinas, independentemente da indicação ansiolítica ou hipnótica.
Também foram relatados casos de abuso.
Sintomas de privação:
Quando se desenvolve dependência física, a interrupção brusca pode ser acompanhada de sintomas de abstinência. Estes podem consistir em cefaleias, mialgias, ansiedade extrema, tensão, inquietação, confusão, irritabilidade e insónia.
Em situações graves podem ocorrer os seguintes sintomas: desrealização, despersonalização, hiperacúsia, adormecimento e parestesias das extremidades, hipersensibilidade à luz, ao ruído e ao contacto físico, alucinações, alucinações e crises epilépticas.
Estes sinais e sintomas, especialmente os mais graves, são normalmente mais comuns nos doentes que receberam doses excessivas durante períodos prolongados. Contudo, há relatos de sintomas de abstinência após a interrupção abrupta de benzodiazepinas administradas em níveis terapêuticos. Consequentemente, deve evitar-se o abandono repentino da medicação, instituindo-se um esquema de redução gradual. Quando se interrompe a terapêutica em doentes com perturbações relacionadas com pânico, a sintomatologia associada à recidiva dos ataques de pânico mimetizam muitas vezes os sintomas de privação.
Ansiedade de ressalto:
Pode ocorrer uma síndrome transitória na qual os sintomas que levaram ao tratamento com benzodiazepinas regressam mas de forma intensificada, aquando da descontinuação do medicamento. Este facto pode ser acompanhado de outros sintomas como alterações de humor, ansiedade ou distúrbios do sono e inquietação. Como o risco de fenómenos de abstinência/ressalto é maior após interrupção brusca do tratamento, é recomendado que a dosagem seja diminuída gradualmente.
Quando se pretender suspender o tratamento com Alprazolam em comprimidos de libertação modificada, a dose deve ser reduzida lentamente seguindo as boas práticas clínica. De acordo com o recomendado, a redução diária de Alprazolam não deve ultrapassar 0,5 mg cada três dias. Alguns doentes podem necessitar de um esquema de redução ainda mais lento.
Duração do tratamento:
A duração do tratamento deve ser a mais curta possível dependendo da indicação, mas não deve exceder as oito a doze semanas no tratamento da ansiedade, e oito meses no tratamento da perturbação de pânico, incluindo o tempo de diminuição gradual da dose. O prolongamento da terapêutica para além deste período não deverá ocorrer sem que seja feita uma reavaliação da situação. Pode ser útil informar o doente, ao iniciar o tratamento, de que este terá uma duração limitada e explicar exatamente como é que será feita a diminuição progressiva da dose. É também importante que o doente esteja informado da possibilidade de ocorrerem fenómenos de ressalto e assim minimizar a ansiedade associada a estes fenómenos caso ocorram durante a redução progressiva da dose. Há indicações de que, no caso de benzodiazepinas de curta duração de ação, os fenómenos de abstinência podem manifestar-se dentro do intervalo de doses terapêuticas, especialmente quando a dose é alta.
Quando são utilizadas benzodiazepinas de ação longa, é importante alertar contra a mudança na benzodiazepina de curta duração de ação, dado que se podem desenvolver sintomas de abstinência.
Amnésia:
As benzodiazepinas podem induzir amnésia anterógrada. Isto ocorre mais frequentemente várias horas após a ingestão do fármaco.
Reações psiquiátricas e paradoxais:
reações como inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, delírios, ataques de raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, comportamento inadequado e outros efeitos adversos comportamentais estão associadas ao tratamento com benzodiazepinas. Se isto ocorrer, o tratamento deve ser interrompido. Estas reações ocorrem mais frequentemente em crianças e idosos.
Tolerância:
Pode ocorrer uma perda de eficácia dos efeitos hipnóticos das benzodiazepinas após utilização repetida durante várias semanas.
Foram notificados episódios de hipomania e mania associados à utilização de alprazolam em doentes com depressão.
Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
É especialmente importante que informe o médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:
- quaisquer outros medicamentos para tratar a ansiedade ou depressão ou para ajudar a adormecer;
- analgésicos fortes (por exemplo, morfina ou codeína);
- medicamentos antipsicóticos utilizados para tratar doenças mentais como esquizofrenia;
- medicamentos para tratar a epilepsia (por exemplo, carbamazepina)
- medicamentos para o alívio de alergias;
- medicamentos para tratar infeções fúngicas (por exemplo, cetoconazol);
- contracetivos orais;
- alguns antibióticos (por exemplo, eritromicina);
- cimetidina (um medicamento para tratar úlceras);
- diltiazepam (utilizado para angina de peito e pressão arterial elevada);
- ritonavir ou outros medicamentos semelhante para tratar infeção VIH/Sida.
Se for sujeito a uma cirurgia em que lhe será administrada anestesia geral, informe o Médico ou Anestesista de que está a tomar Alprazolam.