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Disponível em:
🇨🇿🇫🇷🇵🇹🇸🇰
Forma
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Posologia
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Via de administração
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Armazenamento
—
Sobre este produto
Código ATC
L04AX01
Fonte
AIFA
A Azatioprina antagoniza o metabolismo das purinas e podem inibir a síntese de DNA, RNA e proteínas.
Também pode interferir com o metabolismo celular e inibir a mitose.
O seu mecanismo de ação é provavelmente devido à incorporação de análogos tiopurina na estrutura do DNA, provocando a interrupção da cadeia e citotoxicidade.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Azatioprina não deve ser administrado na mulher grávida ou que esteja a planear engravidar sem se efectuar uma avaliação cuidadosa da relação risco/benefício.
Aleitamento
Aleitamento:
A 6-mercaptopurina foi detectada no colostro e no leite de mulheres tratadas com azatioprina.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar; Ver Anti-histamínicos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose na IR grave.
Condução
Condução:
Não existe informação sobre o efeito da azatioprina na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No entanto, de acordo com a farmacologia do composto, não se prevê nenhum efeito prejudicial em relação a estas actividades.
Monitorização:
A utilização de Azatioprina comporta riscos potenciais, devendo apenas ser prescrita se for possível monitorizar adequadamente o doente em relação aos efeitos tóxicos do tratamento.
Sugere-se que durante as primeiras 8 semanas de tratamento se efectuem hemogramas completos, incluindo contagem de plaquetas, com periodicidade semanal ou mais frequentemente em caso de utilização de doses elevadas ou em doentes com insuficiência renal ou hepática grave.
Esta frequência poderá ser reduzida posteriormente, recomendando-se, no entanto, uma periodicidade mensal ou, no mínimo, de 3-3 meses.
O doente deverá ser advertido de que em caso de evidência de infeção, equimoses inesperadas ou hemorragias, ou outras manifestações de mielodepressão, deverá informar imediatamente o médico.
Os doentes com deficiência hereditária de enzima tiopurina-metiltransferase (TPMT) poderão ser anormalmente sensíveis ao efeito mielodepressor da azatioprina e susceptíveis ao desenvolvimento rápido de mielodepressão após início do tratamento com Azatioprina.
Este efeito poderá ser exacerbado pela administração concomitante de fármacos que inibam a TPMT, tais como a olsalazina, messalazina ou sulfassalazina.
Em doentes a receber 6-mercaptopurina (o metabólito ativo de Azatioprina), em associação com outros sitotóxicos foi relatada uma possível associação entre a diminuição da atividade da TPMT e leucemias secundárias e mielodisplasia.
Alguns laboratórios efectuam o despiste da deficiência em TPMT.
No entanto, este teste não identifica todos os indivíduos em risco de toxicidade grave, sendo portanto necessária monitorização hematológica frequente.
Doentes com insuficiência renal e/ou hepática:
Tem sido sugerido aumento da toxicidade de Azatioprina em caso de insuficiência renal.
Apesar de os resultados de estudos controlados não suportarem esta hipótese, devem utilizar-se as doses mais baixas recomendadas e proceder-se a monitorização cuidadosa da resposta hematológica.
Caso ocorra toxicidade hematológica, deverá efectuar-se redução adicional da dose.
Recomenda-se precaução na administração de Azatioprina a doentes com alterações hepáticas, devendo efectuar-se hemogramas completos e testes da função hepática com regularidade.
Nestes doentes, o metabolismo de Azatioprina poderá estar diminuído, pelo que deverá utilizar-se a dose mais baixa recomendada.
Caso ocorra toxicidade hematológica ou hepática, deverá efectuar-se redução adicional da dose.
Apesar de limitada, alguma informação sugere que Azatioprina não é benéfico em doentes com deficiência da hipoxantina-guanina-fosforibosiltransferase (síndrome de Lesch-Nyhan).
Considerando o metabolismo anómalo nestes doentes, não é prudente recomendar a utilização de Azatioprina neste grupo.
Mutagenicidade:
Em doentes femininos e masculinos tratados com Azatioprina foram observadas anomalias cromossómicas.
É difícil avaliar a relação causal com Azatioprina.
Anomalias cromossómicas, que desaparecem com o tempo, foram observadas em linfócitos de descendentes directos de doentes tratados com Azatioprina.
Excepto em casos extremamente raros, não foi observada evidência de anomalias físicas nestas crianças.
Em doentes tratados com Azatioprina para várias patologias, esta substância mostrou efeito clastogénico sinérgico com a luz ultravioleta de comprimento de onda elevado.
Fertilidade:
O controlo da insuficiência renal crónica por transplante renal, envolvendo a administração de Azatioprina, foi acompanhado por um aumento de fertilidade no homem e na mulher sujeitos a transplante.
Carcinogenicidade: Os doentes sujeitos a terapêutica imunodepressora apresentam risco aumentado de desenvolvimento de linfomas não-Hodgkin’s e outras alterações de carácter maligno, entre as quais cancros da pele (melanoma e não-melanoma), sarcomas (Kaposi e não-Kaposi) e cancro do colo do útero in situ.
O risco parece estar relacionado com a intensidade e duração da imunodepressão e não com a utilização de um fármaco específico.
Tem sido referido que a redução ou interrupção da terapêutica imunodepressora pode estar associada com a regressão parcial ou completa de linfomas não-odgkin’s e sarcomas Kaposi.
Os doentes sujeitos a terapêutica imunodepressora com mais que um fármaco podem estar em risco de imunodepressão excessiva, e portanto a terapêutica deve ser mantida com a menor dose efectiva.
Como é usual em doentes com risco aumentado de cancro da pele, a exposição à luz solar e ultravioleta deve ser limitada e os doentes devem utilizar vestuário e filtro solar com elevado fator de protecção.
Infecção pelo vírus varicella zoster:
A infeção pelo vírus varicella zoster (VVZ; varicela e zona) pode agravar-se durante a administração de terapêutica imunodepressora.
Recomenda-se precaução especial no seguinte: Antes de iniciar a administração de imunodepressores, o médico deve verificar se o doente teve anteriormente infeção pelo vírus da varicella zoster.
A análise serológica pode ser útil na determinação da exposição prévia.
Os doentes sem exposição prévia devem evitar o contacto com indivíduos com varicela ou zona.
Se o doente estiver exposto ao vírus varicella zoster, devem-se tomar precauções para evitar o desenvolvimento de varicela ou zona, podendo-se considerar a imunização passiva com imunoglobulinas varicella zoster(IgVZ).
Se o doente apresentar infeção pelo vírus varicella zoster, devem ser tomadas as medidas apropriadas, que podem incluir terapêutica antivírica e cuidados paliativos.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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