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Código ATC
J05AB11
Fonte
AIFA
O valaciclovir é rápida e quase completamente convertido em aciclovir e valina no homem, provavelmente pela enzima valaciclovir hidrolase.
O aciclovir é um inibidor específico dos vírus herpes com uma actividade in vitro contra os vírus Herpes simplex (VHS) tipo 1 e 2, varicela zoster (VVZ), citomegalovírus (CMV), Epstein-Barr (VEB), e vírus Herpes humano 6 (VHH-6). O aciclovir inibe a síntese de DNA fosforilado, sob a forma activa de trifosfato, dos vírus herpes.
A primeira fase da fosforilação requer a actividade de um enzima específico do vírus. No caso do VHS, VVZ e VEB esta enzima é a timidina cinase vírica, presente apenas nas células infectadas pelo vírus. A selectividade é mantida no CMV com a fosforilação, pelo menos em parte, sendo mediada pelo gene da fosfotransferase, codificado por UL97. Esta necessidade de activação do aciclovir por uma enzima específica do vírus explica em grande parte a sua selectividade.
O processo de fosforilação é completado (conversão de mono a trifosfato) por cinases celulares. O aciclovir trifosfato inibe competitivamente o DNA polimerase do vírus e a incorporação deste análogo de nucleosido obriga à terminação da cadeia, impedindo a síntese do DNA vírico e bloqueando assim a replicação vírica.
A extensa monitorização de isolados clínicos de VHS e VVZ de doentes sob terapêutica ou profilaxia com aciclovir, revelou serem de ocorrência rara, os vírus com sensibilidade reduzida ao aciclovir em doentes imunocompetentes e que se encontram com pouca frequência em alguns indivíduos gravemente imunocomprometidos, como p. ex. Doentes submetidos a transplantes de medula óssea ou órgãos , doentes sujeitos a quimioterapia para doenças malignas e indivíduos infetados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).
A resistência deve-se normalmente a uma deficiência fenotípica da timidina cinase, o que resulta num vírus com profunda desvantagem no hospedeiro natural. Raramente, a sensibilidade reduzida ao aciclovir tem sido descrita como resultado de alterações subtis tanto na timidina cinase como no DNA polimerase do vírus. A virulência destas variantes assemelha-se à do vírus selvagem.
A infecção por CMV é um factor de risco para rejeição aguda do transplante e para desenvolvimento de infecções oportunistas. A profilaxia da infecção por CMV com Valaciclovir, em doentes de risco elevado e seronegativos para este vírus que recebam transplante renal de um dador seropositivo para o CMV, reduziu a ocorrência de rejeição aguda em cerca de 45 % (p=0,004), tendo a biópsia provado uma rejeição de 57% (p=0,001). O valaciclovir reduziu também a ocorrência de infecções oportunistas neste grupo de doentes.
Como esperado de um anti-herpético de largo espectro, a profilaxia da infecção por CMV com Valaciclovir reduz também a ocorrência de outras infecções por herpesvirus (VHS e VVZ).
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O valaciclovir não deverá ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
No caso de ser necessário um tratamento sistémico da mãe devido a uma infecção grave, o aleitamento deve ser suspenso por causa do risco de infecção.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Aciclovir.
Hidratação
Deve assegurar-se uma ingestão adequada de fluidos nos doentes em risco de desidratação, particularmente idosos.
Insuficiência renal
A dose de Valaciclovir deve ser ajustada em doentes com insuficiência renal significativa. Os doentes com história de insuficiência renal têm também um risco aumentado para desenvolvimento de efeitos neurológicos.
Utilização de doses elevadas de Valaciclovir na insuficiência hepática e transplante hepático
Não existem dados disponíveis sobre a utilização de doses elevadas de Valaciclovir (≥ 4 g/dia) na doença hepática. Deve, portanto, tomar-se precaução especial na administração de doses elevadas de Valaciclovir a estes doentes. Não foram realizados estudos específicos de Valaciclovir no transplante hepático, contudo a profilaxia com doses elevadas de aciclovir tem demonstrado reduzir a infecção e doença por CMV.
Utilização no herpes genital:
A terapêutica supressiva com Valaciclovir reduz o risco de transmissão de herpes genital. Esta terapêutica não cura o herpes genital, nem elimina completamente o risco de transmissão. Adicionalmente à terapêutica com Valaciclovir, é recomendado que os doentes utilizem práticas sexuais mais seguras (utilização de preservativo).