⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Estradiol não está indicado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Estradiol não está indicado durante no aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Contraceptivos orais.
No tratamento dos sintomas pós-menopáusicos, a THS deverá apenas ser iniciada se os sintomas afectarem adversamente a qualidade de vida.
Em todos os casos, uma avaliação cuidada dos riscos e benefícios deverá ser feita, pelo menos, anualmente, e o tratamento com THS deverá continuar apenas enquanto o benefício for superior ao risco.
Exame médico/exames periódicos
- Antes de se iniciar ou reinstituir o tratamento hormonal de substituição, o médico deverá conhecer toda a história clínica individual e familiar.
O exame médico (incluindo a mama e a zona pélvica) deverá ter em conta a história clínica, as contra-indicações e as precauções especiais de utilização.
Durante o tratamento, é recomendada a realização periódica de check-ups, cuja frequência e natureza deve estar adaptada à situação clínica individual de cada mulher.
As mulheres deverão ser informadas sobre as alterações da mama que deverão ser comunicadas ao médico.
Deverão realizar-se exames, incluindo a mamografia, de acordo com os programas de prevenção vigentes e ajustados à situação clínica de cada mulher.
Situações em que é necessário acompanhamento
Se algumas das seguintes situações existirem ou ocorreram e/ou se tenham agravado durante uma gravidez ou tratamento hormonal anterior, a doente deverá ser cuidadosamente controlada.
Deverá ter-se em consideração que pode haver recorrência ou agravamento destas situações com Estradiol, em particular:
- Leiomioma (fibromioma uterino) ou endometriose;
- História de, ou factores de risco para, perturbações tromboembólicas;
- Factores de risco para tumores estrogeno-dependentes, por exemplo, hereditariedade de 1º grau para cancro da mama;
- Hipertensão;
- Doenças hepáticas (por exemplo, adenoma hepático);
- Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular;
- Colelitíase;
- Enxaqueca ou cefaleia (grave);
- Lúpus eritematoso sistémico;
- História de hiperplasia endometrial (ver abaixo);
- Epilepsia;
- Asma;
- Otosclerose;
- Angioedema hereditário.
Razões para suspender de imediato a terapêutica
A terapêutica deverá ser descontinuada se for detectada alguma contra-indicação e nas seguintes situações:
- Icterícia ou deterioração da função hepática;
- Aumento significativo da pressão arterial;
- Aparecimento de cefaleias tipo enxaqueca;
- Gravidez.
Hiperplasia endometrial
- O risco de hiperplasia endometrial e carcinoma está aumentado quando são administrados estrogénios isoladamente durante períodos prolongados.
A adição de um progestagénio durante pelo menos 12 dias por ciclo, em mulheres não histerectomizadas reduz largamente este risco.
- Poderão ocorrer hemorragias de disrupção ou spotting durante os primeiros meses de tratamento.
Se estes sintomas persistirem depois de algum tempo de terapêutica, ou se permanecerem depois do tratamento ter sido descontinuado, a razão deverá ser investigada, o que pode incluir biopsia endometrial para excluir a possibilidade de carcino ma endo metrial.
- A estimulação estrogénica isolada poderá originar transformações pré-malignas ou malignas nos focos residuais de endometriose.
Assim, a adição de progestagénios à terapêutica de substituição estrogénica deverá ser considerada em mulheres que tenham sido submetidas a histerectomia devido a endometriose, especialmente se se souber que têm endo metriose residual.
Cancro da mama
- Um ensaio aleatorizado e controlado, contra placebo, o estudo Women’s Health Initiative (WHI), e estudos epidemiológicos, incluindo o Million Women Study (MWS), referiram um risco aumentado de cancro da mama diagnosticado em mulheres a tomar estrogénios, associações de estrogénio-progestagénio ou tibolona como THS durante vários anos.
- Para todos os medicamentos THS, um risco acrescido torna-se aparente dentro de poucos anos de utilização e aumenta com a duração desta utilização, mas retorna à linha basal dentro de poucos anos (no máximo cinco) após a interrupção do tratamento.
- No MWS, o risco relativo de cancro da mama com estrogénios equinos conjugados (CEE) ou estradiol (E2) foi superior quando se adiciona um progestagénio, de modo contínuo ou sequencial, e independente do tipo de progestagénio.
Não houve evidência de diferença no risco consoante a via de administração.
- No estudo WHI, o medicamento, com estrogénio equino conjugado combinado contínuo e acetato de medroxiprogesterona (CEE + MPA), utilizado foi associado a cancros da mama de tamanho ligeiramente maior e com metástases nos nódulos linfáticos locais mais frequentes do que o placebo.
- A THS, sobretudo o tratamento estrogénio-progestagénio combinado, aumenta a densidade das imagens em mamografia, o que pode afectar adversamente a detecção radiológica do cancro da mama.
Tromboembolismo venoso
- A THS está associada a um risco relativo mais elevado de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), i.e., trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar.
Um ensaio clínico controlado aleatorizado e estudos epidemiológicos demonstraram um risco duas a três vezes superior nas utilizadoras comparado com as não utilizadoras.
Para não utilizadoras, é estimado que o número de casos de TEV que ocorrem num período de 5 anos é de cerca de 3 em cada 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e 8 em cada 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos.
É estimado que em mulheres saudáveis que utilizem THS durante 5 anos, o número de casos adicionais de TEV durante um período de 5 anos será entre 2 e 6 (melhor estimativa = 4) por 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e entre 5 e 15 (melhor estimativa = 9) por 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos.
A ocorrência deste evento é mais provável no primeiro ano de THS do que depois.
- Os factores de risco para TEV reconhecidos incluem história pessoal ou familiar, obesidade grave (IMC > 30 kg/m2) e lúpus eritematoso sistémico.
Não existe consenso acerca da possível relação das varizes com o TEV.
- As doentes com história de TEV ou estados trombofílicos conhecidos têm um risco aumentado de TEV. A THS pode aumentar este risco.
Deverá ser investigada a história pessoal ou familiar de tromboembolismo ou aborto recorrente espontâneo, de forma a excluir uma predisposição trombofílica.
Até ser feita uma avaliação completa de factores trombofílicos ou até que seja iniciado o tratamento anticoagulante, a utilização de THS nessas doentes deverá ser considerado contra-indicado.
As mulheres que já tomem terapêutica anticoagulante requerem uma avaliação cuidadosa do risco-benefício da utilização de THS.
- O risco de TEV pode aumentar temporariamente com a imobilização prolongada, traumatismos e intervenções cirúrgicas importantes.
Nas mulheres submetidas a THS deverá ter-se especial cuidado na adopção de medidas profilácticas do TEV após a cirurgia.
Nos casos de imobilização prolongada após intervenções cirúrgicas electivas, particularmente cirurgia abdominal ou ortopédica nos membros inferiores, deverá considerar-se uma interrupção temporária da THS 4 a 6 semanas antes da cirurgia, sempre que possível.
O tratamento não deverá ser recomeçado até que a mulher tenha mobilidade completa.
- Se houver desenvolvimento de TEV após o início da terapêutica, o medicamento deverá ser descontinuado.
As doentes deverão ser aconselhadas a consultar o médico imediatamente, se sentirem algum sintoma potencialmente tromboembólico (por exemplo, inchaço doloroso das pernas, dor súbita no tórax, dispneia).
Doença arterial coronária (CAD)
- Dos ensaios clínicos controlados aleatorizados não existe evidência do benefício cardiovascular da administração contínua combinada de estrogénios conjugados e acetato de medroxiprogesterona (MPA).
Dois ensaios clínicos de grande dimensão (WHI e HERS, i.e., Heart and Estrogen/progestin Replacement Study) demonstraram um possível risco aumentado de morbilidade cardiovascular no primeiro ano de utilização e não benefício nos seguintes.
Para outros medicamentos de THS apenas existem dados limitados dos ensaios clínicos controlados aleatorizados que analisam os efeitos na morbilidade e mortalidade cardiovascular.
Desta forma, é incerto se estas descobertas também se estendem a outros medicamentos de THS.
Acidente vascular cerebral (AVC)
- Um ensaio clínico aleatorizado de grande dimensão (Estudo WHI) demonstrou, como um resultado secundário, um risco aumentado de acidente vascular cerebral isquémico em mulheres saudáveis durante o tratamento contínuo combinado de estrogénios conjugados e acetato de medroxiprogesterona (MPA).
Para mulheres que não utilizam THS, é estimado que o número de casos de acidente vascular cerebral que ocorrerão durante um período de 5 anos é de cerca de 3 em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e 11 em cada 1000 mulheres de idade entre 60-69 anos.
É estimado que para mulheres que utilizam estrogénios conjugados e MPA por 5 anos, o número de casos adicionais será entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1) por 1000 utilizadoras com idade entre 50-59 anos e entre 1 e 9 (melhor estimativa = 4) por 1000 utilizadoras com idade entre 60-69 anos.
Desconhece-se se o risco aumentado também se estende a outros produtos de THS.
Cancro do ovário
- A utilização prolongada (pelo menos 5-10 anos) de THS com estrogénios isolados em mulheres histerectomizadas foi associado a um risco aumentado de cancro de ovário em alguns estudos epidemiológicos.
É incerto se a utilização prolongada de THS combinada confere um risco diferente do que o dos produtos com estrogénios isolados.
Outras situações
- Os estrogénios poderão provocar retenção de fluidos, e por isso, doentes com disfunções cardíacas ou renais, deverão ser cuidadosamente observados.
Os doentes com insuficiência renal terminal deverão ser cuidadosamente observados, uma vez que é previsível que os níveis de substância activa de Estradiol na circulação estejam aumentados.
- As mulheres com hipertrigliceridémia pré-existente deverão ser cuidadosamente seguidas durante a substituição estrogénica ou THS, uma vez que foram descritos casos raros de elevados aumentos dos triglicéridos plasmáticos com terapêutica estrogénica nesta situação, originando pancreatite.
- Os estrogénios aumentam os níveis de globulina de ligação à tiroxina (TBG), levando ao aumento dos níveis totais de tiroxina na circulação, medida pelo iodo ligado às proteínas (PBI), níveis de T4 (por coluna ou por radioimunoensaio) ou níveis de T3 (por radioimunoensaio).
A captação de T3 pelas resinas é diminuída, reflectindo a elevação de TBG.
As concentrações de T4 livre e T3 livre não são alteradas.
Outras proteínas de ligação podem ser elevadas no soro, por exemplo, globulina de ligação dos corticóides (CBG), globulina de ligação das hormonas sexuais (SHBG), levando ao aumento dos níveis de corticosteróides e esteróides sexuais em circulação, respectivamente.
As concentrações de hormona activa livre ou biológica não são alteradas.
Pode haver aumento dos níveis de outras proteínas plasmáticas (substrato renina/angiotensina, alfa-1-antitripsina, ceruloplasmina).
- Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, especialmente em mulheres com história de cloasma na gravidez.
As mulheres com tendência para cloasma deverão minimizar a exposição ao sol ou a radiações ultravioleta durante a THS.
- Não há evidência conclusiva de melhoria da função cognitiva.
Existe alguma evidência do estudo WHI de risco aumentado de demência provável em mulheres que iniciaram a terapêutica combinada de CEE e MPA depois dos 65 anos.
Desconhece-se se estes resultados se podem aplicar a mulheres em pós-menopausa mais novas ou a outros medicamentos THS.