⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Este medicamento é contraindicado em mulheres grávidas.
Aleitamento
Aleitamento:
Este medicamento é contraindicado durante a amamentação.
A terapêutica com a gonadotropina requer uma certa disponibilidade de tempo por parte dos médicos e profissionais de saúde de apoio, e requer a monitorização da resposta ovárica por intermédio de ecografia, isolada ou preferencialmente em combinação com a medição dos níveis séricos de estradiol, numa base regular.
Existe uma variabilidade interdoentes considerável na resposta à administração de menotropina, com uma resposta fraca à menotropina em algumas doentes.
Deve ser utilizada a dose efectiva mais baixa em relação ao objectivo do tratamento.
A primeira injecção de Menotropina deve ser administrada sob supervisão médica directa.
Antes de iniciar o tratamento, deve ser avaliada a infertilidade do casal, assim como as contra-indicações apropriadas e putativas da gravidez.
Particularmente, as doentes devem ser avaliadas, no que diz respeito a hipotiroidismo, deficiência adrenocortical, hiperprolactinemia e tumores pituitários ou hipotalâmicos, e deve ser dado tratamento específico apropriado.
As doentes sujeitas a estimulação do crescimento folicular, quer no âmbito de um tratamento de infertilidade anovulatória ou técnicas de RMA podem experimentar um aumento ovárico ou desenvolver hiperestimulação.
A adesão à posologia e o regime de administração recomendados para o Menotropina e uma monitorização cuidada da terapêutica minimizarão a incidência de tais acontecimentos.
A interpretação correta dos índices do desenvolvimento e maturação foliculares requer um médico experiente na interpretação dos testes relevantes.
Síndrome da hiperestimulação ovárica (OHSS): A OHSS é um evento médico distinto do aumento ovárico não complicado.
É uma síndrome que se pode manifestar com graus crescentes de gravidade.
Abrange um aumento ovárico acentuado, elevados níveis séricos de esteróides sexuais e um aumento da permeabilidade vascular que pode resultar numa acumulação de fluidos nas cavidades peritoneal, pleural e, raramente, pericárdica.
Os sintomas seguintes podem ser observados nos casos mais graves de OHSS: dor abdominal, distensão abdominal, aumento ovárico grave, aumento de peso, dispneia, oligúria e sintomas gastrointestinais incluindo náuseas, vómitos e diarreia.
Uma avaliação clínica pode revelar hipovolémia, hemoconcentração, desequilíbrios electrolíticos, ascite, hemoperitoneu, efusões pleurais, hidrotórax, síndrome pulmonar agudo e eventos tromboembólicos.
Uma resposta ovárica excessiva ao tratamento gonadotrófico raramente origina a OHSS, a menos que a hCG seja administrada para desencadear a ovulação.
Assim, em casos de hiperestimulação ovárica, é prudente retirar a hCG e avisar a doente para abster-se de ter relações sexuais ou para utilizar métodos contraceptivos de barreira pelo menos durante 4 dias.
A OHSS pode progredir rapidamente (entre 24 horas a vários dias) para um evento médico grave, assim as doentes devem ser seguidas durante pelo menos duas semanas após a administração de hCG.
A aderência à posologia e ao regime de administração recomendados para o Menotropina e a monitorização cuidada da terapêutica minimizarão a incidência de hiperestimulação ovárica e gravidez múltipla.
Nas técnicas de RMA, a aspiração de todos os folículos antes da ovulação pode reduzir a ocorrência de hiperestimulação.
A OHSS pode ser mais grave ou mais prolongado se ocorrer uma gravidez.
Mais frequentemente, a OHSS ocorre após o tratamento hormonal ter sido suspenso e atinge o seu máximo de gravidade aproximadamente sete a dez dias após o tratamento.
Normalmente, a OHSS resolve-se espontaneamente com o início da menstruação.
Se ocorrer uma OHSS grave, o tratamento gonadotrófico deve ser interrompido caso este ainda esteja a ser realizado, a doente deve ser hospitalizada e deve iniciar-se uma terapêutica específica para a OHSS.