⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Inotuzumab ozogamicina não pode ser utilizado durante a gravidez, a não ser que o potencial benefício para a mãe seja superior aos potenciais riscos para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Devido ao potencial para reacções adversas em lactentes, as mulheres não podem amamentar durante o tratamento com Inotuzumab ozogamicina e durante, pelo menos, 2 meses após a dose final.
Condução
Condução:
Os doentes podem sentir fadiga durante o tratamento com Inotuzumab ozogamicina. Por conseguinte, recomenda-se cautela ao conduzir ou utilizar máquinas.
Hepatotoxicidade, incluindo doença hepática venoclusiva/síndrome de obstrução sinusoidal (DVO/SOS)
Foram comunicados casos de hepatotoxicidade, incluindo DVO/SOS grave, com risco de vida e, por vezes, fatal em doentes com LLA recidivante ou refratária a receber Inotuzumab ozogamicina. Inotuzumab ozogamicina aumentou significativamente o risco de DVO/SOS acima do risco dos regimes de quimioterapia padrão nesta população de doentes. Este risco foi mais acentuado nos doentes submetidos a TCEH posterior.
Nos subgrupos seguintes, a frequência notificada de DVO/SOS após TCEH foi ≥ 50%:
- Doentes que receberam um regime condicionante para TCEH contendo 2 agentes alquilantes;
- Doentes com ≥ 65 anos de idade; e
- Doentes com bilirrubina sérica ≥ LNS antes do TCEH
Deve ser evitada a utilização de regimes condicionantes para TCEH contendo 2 agentes alquilantes. Considerar cuidadosamente a relação benefício-risco antes de administrar Inotuzumab ozogamicina a doentes nos quais a utilização futura de regimes condicionantes para TCEH contendo 2 agentes alquilantes é provavelmente inevitável.
Nos doentes nos quais a bilirrubina sérica é ≥ LNS antes do TCEH, a TCEH após o tratamento com Inotuzumab ozogamicina deve ser apenas realizada após uma análise cuidadosa da relação benefício-risco. Se estes doentes prosseguirem para TCEH, os sinais e sintomas de DVO/SOS devem ser cuidadosamente monitorizados.
Outros factores dos doentes que parecem estar associados a um risco acrescido de DVO/SOS após TCEH incluem, TCEH anterior, idade ≥ 55 anos, antecedentes de doença hepática e/ou hepatite antes do tratamento, linhas de resgate tardias e um número superior de ciclos de tratamento.
É necessária consideração cuidadosa antes de administrar Inotuzumab ozogamicina em doentes que foram submetidos anteriormente a TCEH. Não houve nenhum doente com LLA recidivante ou refractária, tratado com Inotuzumab ozogamicina em ensaios clínicos, submetido a TCEH durante os 4 meses anteriores.
Os doentes com antecedentes de doença hepática devem ser avaliados cuidadosamente (por ex., ecografia, rastreio de hepatites a vírus) antes do tratamento com Inotuzumab ozogamicina para excluir a presença de doença hepática grave.
Nos doentes que prosseguem para TCEH, a duração recomendada do tratamento é de 2 ciclos, com um máximo de 3 ciclos, para reduzir o risco de DVO/SOS.
Os sinais e sintomas de DVO/SOS devem ser cuidadosamente monitorizados em todos os doentes, especialmente após TCEH. Os sinais podem incluir elevações da bilirrubina total, hepatomegalia (que pode ser dolorosa), aumento rápido do peso e ascite. Monitorizar apenas a bilirrubina total poderá não identificar todos os doentes em risco de DVO/SOS.
Em todos os doentes, devem ser monitorizadas as análises hepáticas, incluindo a ALT, AST, bilirrubina total e a fosfatase alcalina, antes e após cada dose de Inotuzumab ozogamicina.
Para os doentes que desenvolvam valores anómalos nas análises hepáticas, deve ser realizada uma monitorização mais frequente das análises hepáticas e dos sinais e sintomas clínicos de hepatotoxicidade.
Nos doentes que prosseguem para TCEH, as análises hepáticas durante o primeiro mês pós-TCEH devem ser cuidadosamente monitorizadas e com menor frequência daí em diante, de acordo com a prática clínica padrão.
Elevações das análises hepáticas poderão requerer uma interrupção, redução da dose ou uma descontinuação permanente de Inotuzumab ozogamicina.
O tratamento deve ser descontinuado permanentemente se ocorrer DVO/SOS. Se ocorrer DVO/SOS grave, o doente deve ser tratado de acordo com a prática clínica padrão.
Mielossupressão/citopenias
Em doentes a receber inotuzumab ozogamicina foram notificados casos de neutropenia, trombocitopenia, anemia, leucopenia, neutropenia febril, linfopenia e pancitopenia, alguns dos quais potencialmente fatais.
Em doentes a receber inotuzumab ozogamicina foram notificados casos de complicações associadas a neutropenia e trombocitopenia (incluindo infecções e acontecimentos hemorrágicos, respectivamente) em alguns doentes.
Antes de cada dose de Inotuzumab ozogamicina deve ser monitorizado o hemograma completo e durante o tratamento, devem ser monitorizados os sinais e sintomas de infecção, hemorragia e outros efeitos da mielossupressão. Conforme apropriado, devem ser administrados anti-infecciosos profilácticos e efectuadas análises de vigilância durante e após o tratamento.
O tratamento de infecções graves, hemorragias e outros efeitos da mielossupressão, incluindo neutropenia ou trombocitopenia grave, poderá requerer uma interrupção da dose, redução da dose ou a descontinuação do tratamento.
Reacções relacionadas com a perfusão
Em doentes a receber inotuzumab ozogamicina foram notificados casos de reacções relacionadas com a perfusão.
Antes da administração das doses, é recomenda medicação prévia com um corticosteróide, um antipirético e um anti-histamínico.
Monitorizar cuidadosamente os doentes durante a perfusão e durante, pelo menos, 1 hora após o fim da perfusão quanto ao potencial aparecimento de reacções relacionadas com a perfusão, incluindo sintomas como hipotensão, afrontamentos ou problemas respiratórios. Se ocorrer alguma reacção relacionada com a perfusão, interromper a perfusão e instituir tratamento médico apropriado.
Dependendo da gravidade da reacção relacionada com a perfusão, considerar descontinuar a perfusão ou a administração de esteróides e anti-histamínicos. Para reacções à perfusão graves ou potencialmente fatais, descontinuar o tratamento permanentemente.
Síndrome de lise tumoral (SLT)
Em doentes a receber inotuzumab ozogamicina foram notificados casos de SLT, que podem colocar a vida em risco ou ser fatais.
É recomendada medicação prévia para reduzir os níveis de ácido úrico e hidratação antes de administrar a dose em doentes com uma elevada carga tumoral.
Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais e sintomas de SLT e tratados de acordo com a prática clínica padrão.
Prolongamento do intervalo QT
Em doentes a receber inotuzumab ozogamicina foram observados casos de prolongamento do intervalo QT.
Inotuzumab ozogamicina deve ser administrado com cautela em doentes com antecedentes de, ou predisposição para, prolongamento do intervalo QT que estejam a tomar medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT e em doentes com perturbações electrolíticas. Deve ser realizado um ECG e o doseamento dos electrólitos antes do início do tratamento e devem ser monitorizados periodicamente durante o tratamento.
Aumento da amilase e lipase
Em doentes a receber inotuzumab ozogamicina, foram notificados aumentos dos níveis de amilase e lipase.
Os doentes devem ser monitorizados quanto aos aumentos dos níveis de amilase e lipase. Deve ser avaliada a possibilidade de doença hepatobiliar e tratada de acordo com a prática clínica padrão.
Imunizações
A segurança da imunização com vacinas virais vivas durante ou após o tratamento com Inotuzumab ozogamicina não foi estudada. A vacinação com vacinas virais vivas não é recomendada nas 2 semanas anteriores ao início do tratamento com Inotuzumab ozogamicina, durante o tratamento, e até à recuperação dos linfócitos B após o último ciclo de tratamento.