⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não tome Atorvastatina se estiver grávida.
Aleitamento
Aleitamento:
Não tome Atorvastatina se estiver a amamentar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Estatinas.
Condução
Condução:
Normalmente este medicamento não afecta a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, não conduza caso este medicamento afecte a sua capacidade para conduzir. Não utilize quaisquer ferramentas ou máquinas caso este medicamento afecte a sua capacidade de as utilizar.
Efeitos hepáticos
Deverão ser efectuadas análises da função hepática antes do início do tratamento, periodicamente após o início do tratamento e em doentes que desenvolvam algum sinal ou sintoma sugestivo de lesão hepática.
Caso se verifiquem níveis aumentados das transaminases, deverá ser efectuada monitorização até que essa anomalia desapareça.
Caso persista um aumento da ALT ou da AST superior a 3 vezes o limite superior do normal (LSN), o tratamento deverá ser descontinuado.
Atorvastatina deverá ser utilizada com precaução em doentes que consumam quantidades substanciais de álcool, em doentes com insuficiência hepática e/ou nos que tenham antecedentes de doenças hepáticas.
Efeitos no músculo-esquelético
Tal como com outros inibidores da HMG-CoA reductase, a Atorvastatina poderá afetar o músculo esquelético e provocar mialgia, miosite e miopatia que, raramente, poderão progredir para rabdomiólise, caracterizada por níveis acentuadamente elevados de CPK (>10 vezes o LSN), mioglobinemia e mioglobinúria que poderão conduzir a insuficiência renal e, em casos raros, poderão ser fatais.
Não é recomendado um controlo regular dos níveis de CPK ou de outras enzimas musculares em doentes assintomáticos tratados com estatinas.
No entanto, é recomendada a monitorização da CPK antes de iniciar qualquer tratamento com uma estatina e durante o tratamento com uma estatina em doentes com fatores predisponentes para rabdomiólise e nos que apresentam sintomas musculares.
Antes do tratamento
Atorvastatina deverá ser prescrita com precaução em doentes com fatores predisponentes para rabdomiólise.
Deverá medir-se o nível de creatina fosfocinase (CPK) antes de iniciar o tratamento com uma estatina nas seguintes situações:
– Em idosos (idade >70 anos); a necessidade dessa medição deverá ser considerada, de acordo com a presença de outros fatores predisponentes para rabdomiólise;
– Insuficiência renal;
– Hipotiroidismo;
– Antecedentes pessoais ou familiares de doenças musculares hereditárias;
– Antecedentes de toxicidade muscular com uma estatina ou um fibrato;
– Abuso de álcool;
– Situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos, como interações e populações especiais, incluindo subpopulações genéticas.
Nessas situações, deverá considerar-se o risco do tratamento em relação ao possível benefício e é recomendada monitorização clínica.
Se os níveis basais de CPK estiverem significativamente elevados (>5 vezes o LSN), não se deverá iniciar o tratamento.
Medição da creatina fosfocinase
A creatina fosfocinase (CPK) não deve ser medida após exercício físico vigoroso ou na presença de qualquer causa alternativa plausível de aumento da CPK, pois isso torna difícil a interpretação dos resultados.
Se os níveis basais de CPK estiverem significativamente elevados (>5 vezes o LSN), os níveis devem ser medidos após 5 a 7 dias para confirmar os resultados.
Se os níveis basais de CPK > 5 vezes o LSN forem confirmados, o tratamento não deverá ser iniciado.
Durante o tratamento
– Deve ser pedido aos doentes para comunicarem imediatamente dores musculares, cãibras ou fraqueza musculares inexplicáveis especialmente se acompanhadas por mal-estar ou febre.
– Se esses sintomas ocorrerem enquanto um doente estiver a receber tratamento, os seus níveis de CPK deverão ser medidos.
Caso se verifique que esses níveis estão significativamente aumentados (>5 vezes o LSN), o tratamento deverá ser interrompido.
– Se os sintomas musculares forem graves e provocarem desconforto diário, mesmo se os níveis de CPK estiverem aumentados para ≤5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do tratamento.
– Se os sintomas se resolverem e os níveis de CPK regressarem ao normal, então poderá ser considerada a reintrodução de Amlodipina Atorvastatina com monitorização apertada.
– Atorvastatina deve ser descontinuado se ocorrer uma elevação clinicamente significativa dos níveis de CK (> 10 x LSN) ou caso se suspeite de rabdomiólise ou se a mesma for diagnosticada.
Medicação concomitante
A associação de Atorvastatina com dantroleno (perfusão), gemfibrozil e outros fibratos não é recomendada.
Como com outros fármacos da classe das estatinas, o risco de rabdomiólise e miopatia é aumentado quando Atorvastatina é administrada concomitantemente com certos medicamentos como: ciclosporina, eritromicina, claritromicina, itraconazol, cetoconazol, nefazodona, niacina, gemfibrozil, outros derivados do ácido fíbrico ou inibidores da protease do VIH.
O uso concomitante de Atorvastatina e ácido fusídico não é recomendado.
Poderá ser necessária a suspensão temporária da terapia com Atorvastatina durante o tratamento com ácido fusídico.
Prevenção de AVC por redução agressiva dos níveis de colesterol
Numa análise post-hoc dos subtipos de AVC em doentes sem doença cardíaca coronária (DCC) que tinham sofrido há pouco tempo um AVC ou um acidente isquémico transitório (AIT), verificou-se uma maior incidência de AVC hemorrágico em doentes que iniciaram tratamento com 80 mg de Atorvastatina em comparação com placebo.
O risco aumentado foi particularmente notado em doentes com um AVC hemorrágico ou enfarte lacunar anterior à entrada no estudo.
Para os doentes com um AVC hemorrágico ou enfarte lacunar anterior, o balanço dos riscos e benefícios de 80 mg de Atorvastatina é incerto, e o potencial risco de AVC hemorrágico deverá ser cuidadosamente considerado antes de iniciar o tratamento.
Doença intersticial pulmonar
Foram notificados casos expcecionais de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas, especialmente com o tratamento prolongado.
As características com que se manifesta podem incluir dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado geral de saúde (fadiga, perda de peso e febre).
Caso se suspeite que um doente desenvolveu doença pulmonar intersticial, o tratamento com estatinas deverá ser descontinuado.
Diabetes Mellitus
Alguns dados sugerem que as estatinas como classe aumentam a glicemia e nalguns doentes, com elevado risco de surgimento de diabetes, poderão originar um nível de hiperglicemia em que são apropriados cuidados formais da diabetes.
No entanto, este risco é superado pela redução do risco vascular com estatinas e, por conseguinte, não deverá constituir um motivo para interrupção do tratamento com estatinas.
Os doentes em risco (glucose em jejum de 5,6 a 6,9 mmol/L, IMC>30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) deverão ser monitorizados clínica e bioquimicamente de acordo com as directrizes nacionais.