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Código ATC
L01FA01
Fonte
DPD · 02565781
O rituximab liga-se especificamente ao antigénio transmembranar, CD20, uma fosfoproteína não-glicosilada, localizada nos linfócitos B maduros e nos linfócitos pré-B.
O antigénio exprime-se em > 95% de todos os linfomas não-Hodgkin das células B.
O CD20 encontra-se nas células B normais e nas malignas, mas não se encontra nas células hematopoiéticas indiferenciadas, nas pró-células B,nas células plasmáticas normais ou noutros tecidos normais.
Este antigénio não se internaliza pela ligação aos anticorpos, nem se desprende da superfície celular.
O CD20 não circula no plasma sob a forma de antigénio livre, pelo que não compete para a ligação aos anticorpos.
O domínio Fab do rituximab liga-se ao antigénio CD20 nos linfócitos B e o domínio Fc pode recrutar as funções efectoras imunes para mediar a lise das células B.
Os possíveis mecanismos da lise celular, mediada pelas funções efectoras, incluem a citotoxicidade dependente do complemento (CDC) resultante da ligação ao C1q e a citotoxicidade celular dependente dos anticorpos (ADCC) mediada por um ou mais recetores Fcγ na superfície dos granulócitos, macrófagos e células NK.
O rituximab ligado ao antigénio CD20 dos linfócitos B demonstrou, também, induzir a morte celular por apoptose.
A contagem das células B periféricas diminuiu para valores inferiores aos normais após a primeira dose de rituximab.
Nos doentes tratados devido a tumores hematológicos, a recuperação das células B iniciou-se 6 meses após o tratamento e geralmente atingiu o valor normal dentro de 12 meses após a conclusão do tratamento, embora nalguns doentes possa demorar mais (até um tempo de recuperação mediano de 23 meses após a terapia de indução).
Nos doentes com artrite reumatóide, após duas perfusões de 1000 mg de rituximab com um intervalo de 14 dias, foi observada a depleção imediata das células B periféricas.
A contagem das células B periféricas começou a aumentar a partir da semana 24 e a repopulação foi observada na semana 40, na maioria doentes, quer tenham recebido rituximab em monoterapia ou em associação com o metotrexato.
Uma pequena proporção de doentes apresentou uma depleção prolongada das células B periféricas que durou 2 ou mais anos após a última dose de rituximab.
Nos doentes com granulomatose com poliangite ou poliangite microscópica, o número das células B sanguíneas periféricas diminuiu para <10 células/μl após duas perfusões semanais de 375 mg/m2 de rituximab e permaneceu a esse nível na maioria dos doentes até aos 6 meses.
A maioria dos doentes (81%) mostrou sinais de recuperação das células B, com contagens >10 células/μl ao 12º mês, aumentando para 87% dos doentes ao 18º mês.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Rituximab não deverá ser administrado a mulheres grávidas, excepto se os benefícios potenciais ultrapassarem os eventuais riscos.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres não devem amamentar durante o tratamento com rituximab e nos 12 meses após o tratamento.
Fale com o médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de lhe ser administrado Rituximab se:
• pensa que tem ou alguma vez teve no passado uma infeção no fígado.
Isto porque, em poucos casos, Rituximab pode levar a que a hepatite B fique novamente ativa, o que em casos muito raros pode ser fatal.
Os doentes que alguma vez tiveram hepatite B serão monitorizados cuidadosamente pelo médico relativamente aos sinais desta infeção.
• alguma vez teve problemas do coração (tais como angina, palpitações ou insuficiência cardíaca) ou problemas respiratórios.
Se alguma das situações acima se aplicar a si (ou caso não tenha a certeza), fale com o médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de lhe ser administrado Rituximab.
Se tem artrite reumatóide, granulomatose com poliangite ou poliangite microscópica, fale também com o médico sobre:
• se pensa que tem uma infeção, mesmo que ligeira como uma constipação.
As células que são afetadas pelo Rituximab são as que ajudam a combater uma infeção, pelo que deve esperar que a infeção passe antes de lhe ser administrado Rituximab.
Informe também o médico, se no passado teve muitas infeções ou teve infeções graves.
• se pensa que pode precisar de alguma vacina num futuro próximo, incluindo vacinas para viajar para outro país.
Algumas vacinas não devem ser administradas ao mesmo tempo que o Rituximab ou até alguns meses após receber Rituximab.