O paracetamol é um analgésico que possui também propriedades antipiréticas.
O mecanismo da acção analgésica não foi totalmente esclarecido.
O paracetamol pode actuar predominantemente por inibição da síntese das prostaglandinas ao nível do sistema nervoso central e, em menor grau, por bloqueio da geração de impulsos nervosos da dor no sistema periférico.
A acção periférica pode também resultar da inibição da síntese das prostaglandinas ou da inibição da síntese ou das acções de outras substâncias que sensibilizam os receptores da dor à estimulação mecânica ou química.
O paracetamol produz, provavelmente, a antipirese por acção a nível central do centro termorregulador hipotalâmico produzindo vasodilatação periférica, causando aumento de sudação e do fluxo sanguíneo através da pele e perda de calor.
A acção central envolve, provavelmente, a inibição da síntese das prostaglandinas no hipotálamo.
Avisos
Gravidez
Gravidez:
Quando clinicamente necessário, o paracetamol pode ser tomado durante a gravidez, contudo, deve ser administrado na dose efectiva mais baixa durante o menor período de tempo e frequência possíveis.
Aleitamento
Aleitamento:
Nas doses terapêuticas, a administração deste medicamento é possível durante o aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Toxicidade dependente da dose; evitar doses altas.
O paracetamol deve ser utilizado com precaução em casos de:
- malnutrição crónica (reservas baixas de glutationa hepática),
- peso <50 kg,
- insuficiência hepatocelular,
- alcoolismo crónico,
- insuficiência renal grave (depuração da creatinina 30 mL/min),
- disfunção renal,
- insuficiência cardíaca grave,
- doenças pulmonares,
- anemia,
- deficiência da glucose-6-fosfato desidrogenase,
- desidratação.
Em crianças tratadas com 60 mg/kg por dia de paracetamol, não se justifica a associação com outros antipiréticos, excepto em caso de falta de eficácia.
No caso de febre recorrente, de febre elevada (>39°C) ou de sinais de infecção secundária ou de persistência de sintomas para além de 3 dias, deve efectuar-se a reavaliação clínica do tratamento por um médico.
Se a dor persistir durante mais de 3 dias em crianças ou 5 dias em adultos (2 dias no caso de dores de garganta), a febre durar mais de 3 dias ou agravar, ou se se desenvolverem outros sintomas, o tratamento deve ser interrompido e consultado o médico.
Recomenda-se precaução em doentes asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico, dado terem sido descritas reacções ligeiras de tipo broncospástico associadas à utilização de paracetamol (reacção cruzada) nestes doentes, embora estas se tenham apresentado apenas em 5% dos doentes tratados.
- Pergunte ao seu médico antes de dar este medicamento a crianças com menos de 3 anos.
- Não exceda as doses recomendadas.
- Consulte o seu médico antes de tomar o medicamento em caso de doentes com problemas dos rins, coração ou pulmões e em doentes com anemia (diminuição da hemoglobina do sangue devido ou não a uma diminuição do número de glóbulos vermelhos) ou com níveis baixos de uma enzima do sangue chamada desidrogenase da glicose-6-fosfato.
- Em doentes com um peso inferior a 50 kg devido a anorexia, com malnutrição ou com desidratação, porque pode aumentar a toxicidade a nível do fígado.
- No caso de febre alta (>39°C), consulte o médico antes de tomar Paracetamol.
- Se a dor persistir durante mais de 3 dias em crianças ou 5 dias em adultos (2 dias no caso de dores de garganta), a febre durar mais de 3 dias ou agravar, ou se se desenvolverem outros sintomas, deve parar o tratamento e consultar o seu médico.