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Código ATC
A10BH01
Fonte
OPENFDA_NDC
Sitagliptina é um membro de uma classe de fármacos anti-hiperglicémicos orais denominados inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4).
A melhoria do controlo da glicemia observado com este medicamento pode ser mediada através do aumento dos níveis de hormonas incretinas activas.
As hormonas incretinas, incluindo o peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e o polipeptídeo insulinotrópico dependente da glucose (GIP), são libertadas pelo intestino ao longo do dia e os seus níveis aumentam em resposta a uma refeição.
As incretinas fazem parte de um sistema endógeno envolvido na regulação fisiológica da homeostase da glucose.
Quando as concentrações de glicemia são normais ou elevadas, o GLP-1 e o GIP aumentam a síntese e libertação de insulina a partir células beta do pâncreas por mecanismos de sinalização intracelular que envolvem o AMP cíclico.
O tratamento com GLP-1 ou com inibidores do DPP-4 em modelos animais de diabetes tipo 2 demonstrou melhorar a capacidade de resposta das células beta à glucose e estimular a biossíntese e libertação de insulina.
Com níveis de insulina mais elevados, aumenta a utilização de glucose pelos tecidos.
Além disso, o GLP-1 diminui a secreção de glucagon a partir das células alfa do pâncreas.
Concentrações mais reduzidas de glucagon, em conjunto com níveis mais elevados de insulina, levam à diminuição da produção de glucose hepática, contribuindo para a diminuição dos níveis de glicemia.
Os efeitos do GLP-1 e do GIP são dependentes da glucose pelo que, quando as concentrações de glicemia são baixas, não se observam estimulação da libertação de insulina nem supressão da secreção de glucagon pelo GLP-1.
Tanto em relação ao GLP-1 como ao GIP, a estimulação da libertação de insulina aumenta quando os níveis de glucose se elevam acima das concentrações normais.
Além disso, o GLP-1 não compromete a resposta normal do glucagon à hipoglicemia.
A actividade do GLP-1 e do GIP é limitada pela enzima DPP-4, que hidrolisa rapidamente as hormonas incretinas para produzir produtos inactivos.
A sitagliptina evita a hidrólise das hormonas incretinas pelo DPP-4, aumentando assim as concentrações plasmáticas das formas activas de GLP-1 e de GIP.
Através do aumento dos níveis de incretina activa, a sitagliptina aumenta a libertação de insulina e diminui os níveis de glucagon de modo dependente da glucose.
Nos doentes com diabetes tipo 2 com hiperglicemia, estas alterações nos níveis de insulina e de glucagon levam a uma diminuição da hemoglobina A1c(HbA1c) e diminuem as concentrações de glucose em jejum e pós-prandial.
O mecanismo dependente da glucose da sitagliptina difere do mecanismo das sulfonilureias, que aumentam a secreção da insulina mesmo quando os níveis de glucose são baixos, podendo provocar hipoglicemia em doentes com diabetes tipo 2 e em indivíduos saudáveis.
A sitagliptina é um inibidor potente e altamente específico da enzima DPP-4 e não inibe as enzimas aparentadas, DPP-8 ou DPP-9 em concentrações terapêuticas.
⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
Sitagliptina não deve ser utilizado durante a amamentação.
Gravidez
Gravidez:
Sitagliptina não deve ser utilizado durante a gravidez.
Condução
Condução:
A conduzir deve tomar-se em consideração que foram notificadas tonturas e sonolência.
Geral
Sitagliptina não deve ser usado em doentes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética.
Pancreatite aguda
A utilização de inibidores da DPP-4 tem sido associada com o risco de desenvolver pancreatite aguda.
Os doentes devem ser informados dos sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave, persistente.
Tem-se observado a resolução da pancreatite após a interrupção da sitagliptina (com ou sem tratamento de suporte), mas foram notificados casos muito raros de pancreatite hemorrágica ou necrosante e/ou morte.
Se se suspeitar de pancreatite, Sitagliptina e outros medicamentos potencialmente suspeitos devem ser interrompidos; se for confirmada pancreatite aguda, Sitagliptina não deve ser reiniciado.
Deve ser usada precaução em doentes com história de pancreatite.
Hipoglicemia quando usado em associação com outros medicamentos anti-hiperglicémicos
Nos ensaios clínicos com Sitagliptina usado em monoterapia e como parte de uma terapêutica de associação com medicamentos que não provocam, reconhecidamente, hipoglicemia (ou seja, metformina e/ou um agonista do PPAR), as taxas de hipoglicemia notificadas com sitagliptina, foram semelhantes às taxas dos doentes a tomar placebo.
Foi observada hipoglicemia quando a sitagliptina foi utilizada em associação com insulina ou com uma sulfonilureia.
Assim, para reduzir o risco de hipoglicemia, dever-se-á considerar a utilização de uma dose mais baixa da sulfonilureia ou da insulina.
Compromisso renal
A sitagliptina é excretada por via renal.
Para atingir concentrações plasmáticas de sitagliptina idênticas às dos doentes com função renal normal, são recomendadas doses mais baixas em doentes com compromisso renal moderado ou grave, assim como em doentes com doença renal de fase terminal a necessitar de hemodiálise ou diálise peritoneal.
Quando se considerar a utilização de sitagliptina em associação com outro medicamento antidiabético, devem ser verificadas as condições para utilização em doentes com compromisso renal.
Reacções de hipersensibilidade
Na pós-comercialização foram notificadas reacções de hipersensibilidade graves em doentes tratados com sitagliptina.
Estas reacções incluem anafilaxia, angioedema, e situações cutâneas exfoliativas incluindo síndrome de Stevens-Johnson.
O aparecimento destas reacções ocorreu nos primeiros 3meses após o início do tratamento, com algumas notificações após a primeira dose.
Se se suspeita de reacção de hipersensibilidade, o Sitagliptina deve ser interrompido.
Outras causas potenciais para o acontecimento devem ser avaliadas e um tratamento alternativo para a diabetes deve ser iniciado.