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N01AB06
Fonte
AIFA
A indução e especialmente a recuperação após a anestesia são rápidas.
Embora o forte aroma possa limitar a velocidade de indução, não parece estimular salivação excessiva e secreções traqueobronquiais.
Os reflexos faríngeos e laríngeos diminuem rapidamente.
O nível de anestesia pode mudar rapidamente com Isoflurano.
O ritmo cardíaco permanece estável.
A respiração espontânea apresenta depressão segundo o nível da anestesia e deve ser cuidadosamente monitorizada, e suportada quando necessário.
Durante a indução verifica-se uma diminuição na pressão sanguínea, que normaliza com a estimulação cirúrgica.
A pressão sanguínea tende a diminuir durante a manutenção proporcionalmente à profundidade da anestesia, mas o ritmo cardíaco permanece estável. Com uma respiração controlada e PaCO2 normal, o débito cardíaco tende a manter-se fundamentalmente através de uma elevação no ritmo cardíaco que compensa a redução do volume sistólico, apesar do aumento da profundidade da anestesia.
A hipercapnia que acompanha a respiração espontânea, pode posteriormente aumentar o ritmo cardíaco e o débito cardíaco acima dos níveis normais no estado de vigília.
O fluxo sanguíneo cerebral permanece inalterado durante uma anestesia ligeira com Isoflurano, mas tende a aumentar nos níveis mais profundos de anestesia.
O aumento da pressão no líquido cefalorraquidiano pode ser prevenido ou invertido hiperventilando o doente antes ou durante a anestesia.
As alterações no EEG e as convulsões são muito raras com o Isoflurano.
Geralmente, o EEG que se obtém com Isoflurano é semelhante ao que se observa com outros anestésicos inalatórios.
O Isoflurano parece sensibilizar menos o miocárdio para a adrenalina do que o enflurano.
Dados limitados sugerem que a infiltração subcutânea até 50 ml de uma solução de adrenalina 1:200.000 não induz arritmias ventriculares nos doentes anestesiados com Isoflurano.
O relaxamento muscular pode ser adequado para algumas intervenções intra-abdominais com níveis normais de anestesia, mas se forem necessários maiores relaxamentos devem ser utilizadas pequenas doses de um relaxante muscular intravenoso.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O Isoflurano só deve ser usado na gravidez se o benefício prevalecer sobre o potencial risco.
Condução
Condução:
Este medicamento pode ter influência na condução e utilização de máquinas. O doente não deve conduzir ou utilizar máquinas durante pelo menos 24 horas após a anestesia com isoflurano. Os doentes devem ser prevenidos de que durante 2-4 dias após a anestesia com isoflurano, poderá observar-se interferência na realização de tarefas que requeiram alerta mental, como por exemplo a utilização de máquinas perigosas ou condução de veículos. Tal como acontece com outros anestésicos, pequenas alterações no humor e sintomas podem persistir até 6 dias após a administração.
Aleitamento
Aleitamento:
Dado que muitos fármacos são excretados pelo leite humano, deve ter-se em atenção este facto quando o Isoflurano for administrado a mães que amamentem.
O Isoflurano aumenta o fluxo sanguíneo cerebral em níveis de anestesia mais profundos.
Pode verificar-se um aumento transitório na pressão do líquido cefalorraquidiano, que é totalmente reversível com hiperventilação.
É possível que sejam observados menos efeitos cerebrais pós-operatórios com o Isoflurano do que após anestesia comparável.
Dado que os níveis da anestesia podem ser alterados fácil e rapidamente, devem ser apenas usados vaporizadores que produzam concentrações e velocidades de fluxo previsíveis.
A hipotensão e a depressão respiratória aumentam com a profundidade da anestesia.
Aumento da perda de sangue, comparável à observada com o halotano, tem sido verificado em doentes submetidas a curetagem uterina.
Foram descritos casos isolados de aumento de carboxihemoglobina com o uso de anestésicos inalatórios halogenados com uma componente CF2H (como, por exemplo, desflurano, enflurano e isoflurano).
Em presença de absorventes normalmente hidratados não se produzem quaisquer concentrações clinicamente significativas de monóxido de carbono.
Deverão seguir-se cuidadosamente as instruções dos fabricantes para os absorventes de CO2.
Foram descritos casos raros de calor extremo, fumo e/ou fogo espontâneo no aparelho de anestesia durante a administração da anestesia geral com fármacos desta classe, quando utilizados em associação com absorventes de CO2 secos, especialmente aqueles que contêm hidróxido de potássio (por ex. Baralyme).
Quando existe suspeita de que o absorvente de CO2 possa ter secado, este deve ser substituído antes da administração de Isoflurano.
O indicador de cor da maioria dos absorventes de CO2 não altera forçosamente como um resultado da secagem.
Por conseguinte, a ausência de alteração significativa na cor não deve ser considerada como garantia de uma hidratação adequada.
Os absorventes de CO2 devem ser substituídos por rotina, independentemente do estado do indicador de cor.
Precauções gerais: Como com qualquer anestésico geral potente, o Isoflurano só deve ser administrado em meio hospitalar adequado e por médicos devidamente treinados na sua utilização; os meios de reanimação cardio-respiratória e de suporte avançado de vida devem estar imediatamente disponíveis.