⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Cariprazina não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para engravidar que não utilizam métodos contraceptivos eficazes.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com cariprazina.
Condução
Condução:
Os efeitos da cariprazina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos ou moderados. Os doentes devem ser advertidos relativamente à utilização de máquinas perigosas, incluindo veículos a motor, até que tenham evidência razoável de que a terapêutica com Cariprazina não os afecta negativamente.
Ideação e comportamento suicida:
A possibilidade de risco de suicídio (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio concretizado) está inerente às doenças psicóticas e, em geral, é notificada pouco depois do início da terapêutica antipsicótica ou da transição de terapêutica antipsicótica.
A terapêutica antipsicótica deve ser acompanhada de uma estrita supervisão dos doentes de alto risco.
Acatisia, agitação:
A acatisia e agitação é uma reacção adversa frequente dos antipsicóticos.
A acatisia é uma perturbação dos movimentos caracterizada por uma sensação de agitação interior e uma necessidade premente de estar constantemente em movimento, bem como por acções como, por exemplo, balançar enquanto se está de pé ou sentado, levantar os pés como se estivesse a marchar no mesmo sítio e cruzar e descruzar as pernas na posição sentada.
Dado que a cariprazina causa acatisia e agitação, deve ser utilizada com precaução em doentes propensos a ou que já apresentem sintomas de acatisia.
A acatisia desenvolve-se numa fase precoce do tratamento.
Por conseguinte, é importante uma monitorização atenta na primeira fase do tratamento.
A prevenção inclui uma titulação lenta ascendente; as medidas de tratamento incluem uma ligeira titulação descendente de cariprazina ou medicamentos anti-SEP (Sintomas extrapiramidais).
A dose pode ser modificada com base na resposta e tolerabilidade de cada indivíduo.
Discinesia tardia:
A discinesia tardia é uma síndrome que consiste em movimentos rítmicos involuntários potencialmente irreversíveis, predominantemente da língua e/ou do rosto que podem surgir nos doentes tratados com antipsicóticos.
Se surgirem sinais ou sintomas de discinesia tardia num doente tratado com cariprazina, deve considerar-se a descontinuação deste medicamento.
Doença de Parkinson:
Se forem prescritos a doentes com doença de Parkinson, os medicamentos antipsicóticos poderão exacerbar a doença subjacente e agravar os sintomas da doença de Parkinson.
Os médicos devem, portanto, ponderar os riscos e os benefícios ao prescrever cariprazina a doentes com doença de Parkinson.
Sintomas oculares/cataratas:
Nos estudos pré-clínicos da cariprazina foi detectada opacidade do cristalino/cataratas nos cães.
No entanto, não foi estabelecida uma relação causal entre as alterações do cristalino/cataratas observadas nos estudos em humanos e a utilização de cariprazina.
No entanto, os doentes que venham a desenvolver sintomas potencialmente relacionados com cataratas devem ser aconselhados a realizar um exame oftalmológico e a respectiva continuação do tratamento deve ser reavaliada.
Síndrome neuroléptica maligna (SNM):
Um complexo de sintomas potencialmente fatal, denominado síndrome neuroléptica maligna (SNM), tem sido notificado em associação ao tratamento antipsicótico.
As manifestações clínicas da SNM são hiperpirexia, rigidez muscular, níveis elevados de creatinafosfoquinase sérica, estado mental alterado e evidências de instabilidade neurovegetativa (pulsação ou tensão arterial irregulares, taquicardia, diaforese e disritmia cardíaca).
Outros sinais poderão incluir mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda.
Se um doente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SNM ou apresentar febre alta inexplicada sem outras manifestações clínicas de SNM, a cariprazina tem de ser imediatamente descontinuada.
Crises e convulsões:
A cariprazina deve ser utilizada com precaução em doentes com história médica de convulsões ou que tenham problemas que possam baixar o limiar convulsivo.
Doentes idosos com demência:
A cariprazina não foi estudada em doentes idosos com demência e não é recomendado tratar este tipo de doentes devido ao risco acrescido de mortalidade global.
Risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC):
Em ensaios clínicos aleatorizados controlados por placebo, observou-se um risco aproximadamente 3 vezes superior de reacções adversas cerebrovasculares na população com demência a tomar alguns antipsicóticos atípicos.
O mecanismo para este aumento do risco não é conhecido.
Não pode ser excluído um aumento do risco para outros antipsicóticos ou para outras populações de doentes.
A cariprazina deve ser utilizada com precaução em doentes com factores de risco para acidente vascular cerebral.
Afecções cardiovasculares:
Alterações na tensão arterial: A cariprazina pode causar hipotensão ortostática, bem como hipertensão.
A cariprazina deve ser utilizada com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida com predisposição para alterações na tensão arterial.
A tensão arterial deve ser monitorizada.
Alterações no ECG:
O prolongamento do intervalo QT pode surgir em doentes tratados com antipsicóticos.
Não foi detectado qualquer prolongamento do intervalo QT com a cariprazina em comparação com o placebo, num ensaio clínico concebido para avaliar o prolongamento do intervalo QT.
Nos ensaios clínicos, apenas foram notificados alguns prolongamentos do intervalo QT, não considerados graves, com cariprazina.
Assim, a cariprazina deve ser utilizada com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida ou em doentes com historial familiar de prolongamento do intervalo QT e em doentes tratados com medicamentos que possam causar o prolongamento do intervalo QT.
Tromboembolismo venoso (TEV):
Foram notificados casos de tromboembolismo venoso com medicamentos antipsicóticos.
Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam, frequentemente, factores de risco adquiridos para o TEV, todos os factores de risco possíveis para o TEV devem ser identificados antes e durante o tratamento com cariprazina e devem ser adotadas medidas preventivas.
Hiperglicemia e diabetes mellitus:
Os doentes com um diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus ou os doentes com factores de risco para a diabetes mellitus (p.
ex., obesidade, historial familiar de diabetes) que iniciem um tratamento com antipsicóticos atípicos devem ser monitorizados quanto aos níveis séricos de glucose.
Têm sido notificadas reacções adversas relacionadas com a glucose em ensaios clínicos com cariprazina.
Mulheres com potencial para engravidar:
As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar um método contraceptivo altamente eficaz durante o tratamento com cariprazina e, pelo menos, durante 10 semanas após o fim do tratamento.
As mulheres que utilizam contraceptivos hormonais de acção sistémica devem adicionar um segundo método de barreira.
Alterações no peso:
Foi observado um aumento de peso significativo com a utilização de cariprazina.
O peso dos doentes deve ser monitorizado regularmente.