⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Neratinib não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que o estado clínico da mulher exija tratamento com neratinib. Caso o neratinib seja utilizado durante a gravidez, ou se a doente engravidar enquanto estiver a tomar Neratinib, esta deverá ser informada dos riscos potenciais para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação da terapêutica com Neratinib tendo em conta a importância da terapêutica para a mãe e o benefício da amamentação para a criança.
Condução
Condução:
Foram notificados fadiga, tonturas, desidratação e síncope como reacções adversas ao neratinib. O estado clínico do doente deve ser tido em conta ao considerar a capacidade do doente para realizar tarefas que requeiram capacidades de apreciação, motoras ou cognitivas
Foram notificados casos de diarreia durante o tratamento com Neratinib. A diarreia pode ser grave e associada a desidratação.
A diarreia ocorre geralmente numa fase inicial, durante a primeira ou segunda semana de tratamento com Neratinib, e pode ser recorrente.
Os doentes devem ser instruídos a iniciar tratamento profilático com um medicamento antidiarreico com a primeira dose de Neratinib e a manter a dose regular do medicamento antidiarreico durante os primeiros 1-2 meses de tratamento com Neratinib, titulando a dose para 1-2 movimentos intestinais por dia.
Os doentes idosos (≥65 anos de idade) apresentam um risco mais elevado de insuficiência renal e desidratação, que podem ser uma complicação da diarreia, pelo que devem ser monitorizados atentamente.
Os doentes com um distúrbio gastrointestinal crónico significativo com diarreia como um sintoma principal não foram incluídos no estudo principal, pelo que devem ser monitorizados atentamente.
Os doentes com compromisso renal apresentam um risco mais elevado de complicações de desidratação se desenvolverem diarreia, pelo que devem ser monitorizados atentamente.
Nos doentes com compromisso hepático grave (Classe C de Child-Pugh), existe um aumento 2,8 vezes mais elevado de exposição ao neratinib.
Foi notificada hepatotoxicidade em doentes tratados com Neratinib. Os testes da função hepática, incluindo alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST) e bilirrubina total devem ser monitorizados na semana 1, em seguida, durante os primeiros 3 meses e, posteriormente, a cada 6 semanas durante o tratamento ou conforme clinicamente indicado.
Os doentes que apresentem diarreia ≥ Grau 3 que exija tratamento com fluidos intravenosos, ou quaisquer sinais ou sintomas de hepatotoxicidade, tais como agravamento da fadiga, náuseas, vómitos, icterícia, dor no quadrante superior direito ou sensibilidade, febre, erupção cutânea ou eosinofilia, devem ser avaliados quanto a alterações nos testes da função hepática. A bilirrubina fracionada e o tempo de protrombina devem ser igualmente recolhidos durante a avaliação da hepatotoxicidade.
Foi associada disfunção ventricular esquerda à inibição do HER2. Neratinib não foi estudado em doentes com fracção de ejecção ventricular esquerda (FEVE) abaixo do limite inferior normal ou com antecedentes de doença cardíaca significativa. Em doentes com factores de risco cardíaco conhecidos deve ser realizada monitorização cardíaca, incluindo a avaliação da FEVE, conforme clinicamente indicado.
Não se recomenda a coadministração com inibidores da bomba de protões (IBP) e antagonistas dos receptores H2. Se for tomado um antiácido, a dose de Neratinib deve ser separada do antiácido durante, pelo menos, 3 horas.
O neratinib pode causar danos fetais quando administrado a mulheres grávidas.
Neratinib está associado a doenças dos tecidos cutâneos e subcutâneos. Os doentes com doenças dos tecidos cutâneos e subcutâneos devem ser monitorizados atentamente.
O tratamento concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp deve ser evitado devido ao risco de exposição aumentada ao neratinib.