⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O ertapenem não deve ser usado durante a gravidez, excepto se o possível benefício ultrapassar o potencial risco para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
As mães não deverão amamentar os seus recém-nascidos enquanto lhes estiver a ser administrado ertapenem.
Condução
Condução:
Este medicamento pode influenciar a capacidade dos doentes para conduzir e utilizar máquinas.
Foram notificadas reações de hipersensibilidade (anafilácticas) graves e ocasionalmente fatais em doentes a receber terapêutica com beta-lactâmicos.
Há maior probabilidade destas reações ocorrerem em indivíduos com história de hipersensibilidade a múltiplos alergenos.
Antes de se iniciar a terapêutica com o ertapenem, deverá ser feito um interrogatório cuidadoso relativamente a anteriores reações de hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas, outros beta-lactâmicos e outros alergenos.
Se ocorrer uma reação alérgica ao ertapenem, a terapêutica tem que ser interrompida imediatamente.
Reações anafilácticas graves necessitam de imediato tratamento de emergência.
A utilização prolongada de ertapenem pode resultar numa proliferação de organismos não susceptíveis.
É essencial a avaliação constante do estado do doente.
Se ocorrer uma superinfecção durante a terapêutica, devem ser tomadas medidas adequadas.
Foram notificadas colite associada a antibióticos e colite pseudomembranosa com ertapenem que podem variar em termos de gravidade, desde ligeira até acarretar risco de vida.
Assim, é importante considerar este diagnóstico em doentes que apresentem diarreia subsequente à administração de medicamentos antibacterianos.
Deve considerar-se a interrupção da terapêutica com Ertapenem e a administração de tratamento específico para o Clostridium difficile.
Não devem ser administrados medicamentos que inibam o peristaltismo.
Durante a investigação clínica foram notificadas convulsões em doentes adultos tratados com ertapenem (1 g uma vez por dia) durante o tratamento ou no período de acompanhamento de 14 dias.
As convulsões ocorreram mais frequentemente em doentes idosos e naqueles com doenças pré-existentes do sistema nervoso central (SNC) (por ex., lesões cerebrais ou história de crises convulsivas) e/ou função renal comprometida.
Foram feitas observações semelhantes no ambiente pós-comercialização.
Não é recomendada a utilização concomitante de ertapenem e ácido valproico/valproato de sódio.
Com base nos dados disponíveis não se pode excluir que nos poucos casos de intervenções cirúrgicas que excedem as 4 horas, os doentes possam ficar expostos a concentrações subóptimas de ertapenem e consequentemente em risco de possível insucesso do tratamento.
Consequentemente, deve ter-se precaução nesses casos pouco vulgares.
É limitada a experiência com a utilização de ertapenem no tratamento de infeções graves.
Em estudos clínicos para o tratamento da pneumonia adquirida na comunidade, em adultos, 25% dos doentes passíveis de avaliação tratados com ertapenem apresentavam doença grave (definida pelo índice de gravidade de pneumonia > III).
Num estudo clínico para o tratamento de infeções ginecológicas agudas, em adultos, 26% dos doentes passíveis de avaliação tratados com ertapenem tinham doença grave (definida por temperatura ≥39ºC e/ou bacteremia); dez doentes apresentavam bacteremia.
Num estudo clínico para o tratamento de infeções intra-abdominais com ertapenem, em adultos, de entre os doentes passíveis de avaliação, 30% tinham peritonite generalizada e 39% apresentavam infeções noutros locais para além do apêndice, incluindo o estômago, duodeno, intestino delgado, colón e vesícula biliar; foi limitado o número de doentes incluídos passíveis de avaliação, com valores de APACHE II ≥ 15, não tendo sido estabelecida a eficácia nestes doentes.
Não foi estabelecida a eficácia do Ertapenem no tratamento da pneumonia adquirida na comunidade causada pelo Streptococucus pneumoniae resistente à penicilina.
Não foi estabelecida a eficácia do ertapenem no tratamento de infeções do pé diabético com osteomielite concomitante.
É relativamente pequena a experiência com ertapenem em crianças com menos de dois anos de idade.
Neste grupo etário, deve-se dar particular atenção ao estabelecimento da susceptibilidade do(s) organismo(s) infecioso(s) ao ertapenem.
Não há dados disponíveis em crianças com menos de 3 meses de idade.