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Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
A hipertensão afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo e é o principal fator de risco modificável para doenças cardiovasculares.
A hipertensão arterial, comumente conhecida como pressão alta, é uma doença crónica em que a pressão nas artérias está persistentemente elevada. Segundo a Organização Mundial da Saúde, afeta cerca de 1,28 mil milhões de adultos entre 30 e 79 anos em todo o mundo, e quase metade desconhece a sua condição. É frequentemente chamada de "assassina silenciosa" porque geralmente não produz sintomas até que ocorram danos significativos nos órgãos.
A pressão arterial é a força exercida pelo sangue circulante contra as paredes das artérias. É expressa como pressão sistólica sobre diastólica. Um valor normal é inferior a 120/80 mmHg. Para um diagnóstico preciso, devem ser realizadas múltiplas medições em pelo menos duas ocasiões diferentes. A monitorização ambulatória da pressão arterial (MAPA) de 24 horas é considerada a referência.
Normal: inferior a 120/80 mmHg. Normal-alta: 130–139/85–89 mmHg. Hipertensão grau 1: 140–159/90–99 mmHg. Grau 2: 160–179/100–109 mmHg. Grau 3: ≥180/≥110 mmHg. Uma crise hipertensiva ocorre quando a pressão excede 180/120 mmHg.
A hipertensão primária (essencial) representa 90–95% dos casos. Os fatores de risco incluem: idade, história familiar, obesidade, alto consumo de sódio, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabagismo. A hipertensão secundária (5–10%) pode ser causada por doenças renais, perturbações hormonais ou medicamentos como AINEs, contracetivos orais e corticosteroides.
A dieta DASH pode reduzir a pressão sistólica em 8–14 mmHg. A restrição de sódio para menos de 2.300 mg/dia reduz a pressão em 5–6 mmHg. O exercício aeróbico regular — pelo menos 150 minutos por semana — reduz a pressão em 5–8 mmHg. Uma perda de peso de 5–10% produz reduções clinicamente significativas.
As cinco classes de primeira linha: Inibidores da ECA (ramipril, enalapril, lisinopril) — efeito secundário frequente: tosse seca. ARA-II (losartan, valsartan, telmisartan). Bloqueadores dos canais de cálcio (amlodipina, nifedipina). Diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida, indapamida). Betabloqueadores (bisoprolol, metoprolol).
AVC: a hipertensão é o fator de risco mais importante, aumentando o risco 3–4 vezes. Enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca. Doença renal crónica. Retinopatia hipertensiva. O controlo eficaz reduz o risco de AVC em 35–40%.
Os distúrbios hipertensivos afetam 5–10% das gravidezes. Os anti-hipertensores preferidos são o labetalol, a nifedipina (libertação prolongada) e a metildopa. Os inibidores da ECA e ARA-II estão absolutamente contraindicados na gravidez.
Os medicamentos-chave incluem ramipril, enalapril, lisinopril, losartan, valsartan, amlodipina, hidroclorotiazida, indapamida, bisoprolol e espironolactona. Explore condições relacionadas no PillsCard: insuficiência cardíaca, doença renal crónica, diabetes tipo 2.
Este artigo destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um médico.
Dr. Anna Kowalska is a clinical pharmacist with over 12 years of experience in hospital and community pharmacy settings. She specializes in medication therapy management, drug interactions, and patient safety. Her work focuses on making complex pharmaceutical information accessible to the public.
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